Rio Gastronomia destaca manejo de pirarucu em Terras Indígenas do Amazonas

 

O manejo sustentável de pirarucu desenvolvido pelos povos indígenas Deni do rio Xeruã e Paumari do rio Tapauá, no Amazonas, com apoio do projeto Raízes do Purus, patrocinado pela Petrobras, será destaque na 11ª edição do Rio Gastronomia, maior evento do gênero do país, que ocorrerá em dois finais de semana de dezembro, no Jockey Club do Rio de Janeiro. Lideranças de ambos os povos são as convidadas de uma conversa promovida, no próximo dia 18, sábado, pela marca coletiva Gosto da Amazônia, que comercializa o pirarucu de manejo sustentável pescado pelos Paumari, Deni e comunidades ribeirinhas do Amazonas, para o Rio, São Paulo e Brasília. 

No bate-papo, mediado pelo biólogo João Vitor Campos-Silva, presidente do Instituto Juruá, que apoia comunidades ribeirinhas no manejo do pirarucu, as contribuições da atividade para a gestão e proteção de terras indígenas, e para a conservação do pirarucu e de toda a biodiversidade da floresta, serão temas em destaque. Ancorado na organização coletiva, na vigilância comunitária e no controle da pesca, o manejo sustentável do pirarucu se configura como excelente ferramenta para a proteção e gestão ambiental de terras indígenas na Amazônia. 

Os Paumari vêm conseguindo, por meio da atividade, evitar invasões e a pesca predatória em suas terras. Como resultado, identificaram um crescimento de 631% na população de pirarucu – espécie em risco de extinção – em 16 lagos monitorados entre 2009 e 2021. O povo Deni também tem tido sucesso na adoção do manejo como estratégia para fortalecer a organização das comunidades para a vigilância da terra indígena.

Além de conhecer mais sobre as experiências de manejo, os participantes do Rio Gastronomia poderão provar petiscos e pratos, preparados pelo chef Frédéric Monnier, com o pirarucu Gosto da Amazônia, em um quiosque da marca, que funcionará durante todo o evento. Também estarão à venda peças congeladas de pirarucu de manejo sustentável para quem quiser preparar o peixe em casa. 

Os Paumari e os Deni investem a renda obtida com a comercialização do pescado na vigilância dos territórios, no fortalecimento de suas organizações e em itens que melhoram a sua qualidade de vida, como motores de popa para as canoas – que reduzem o tempo de deslocamento nas longas distâncias amazônicas –, rádios e painéis solares.

 

Rio Gastronomia 

Bate-papo Manejo do pirarucu selvagem: a Amazônia sustentável ao alcance de todos

Data: 18/12/2021

Horário: 13h30 às 14h30

Local: Auditório Santander – Jockey Club Brasileiro – Praça Santos Dumont, 31 – Gávea, Rio de Janeiro. 

Sobre o Raízes do Purus

O projeto Raízes do Purus é uma iniciativa da OPAN, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, que visa a contribuir para a conservação da biodiversidade no sudoeste e sul do Amazonas, fortalecendo iniciativas de gestão e o uso sustentável dos recursos naturais das terras indígenas Jarawara/Jamamadi/Kanamanti, Caititu, Paumari do Lago Manissuã, Paumari do Lago Paricá, Paumari do Cuniuá e Banawa, na bacia do rio Purus, e Deni e Kanamari, no rio Juruá.

Sobre a OPAN

A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Nos últimos anos, suas equipes vêm trabalhando em parceria com povos indígenas no Amazonas e em Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas para a garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e no fortalecimento das culturas indígenas.

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