Treinamento conscientiza sobre protocolos e identificação de AVC

Referência em neurologia e cardiologia, no tratamento de emergência para casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), o Hospital Angelina Caron (HAC), na Região Metropolitana de Curitiba, está expandindo o treinamento e a conscientização de suas equipes sobre a identificação dos sintomas e atendimento imediato em casos de AVC, conhecido como derrame. “É uma corrida contra o tempo para se recuperar um paciente com sinais de AVC. As primeiras três a quatro horas após o derrame são as mais importantes, para estabilizar o quadro e evitar sequelas”, explica o médico neurologista Eduardo Hummelgen.

O setor de qualidade do hospital está fazendo um treinamento intensivo de todas as equipes que têm contato com os pacientes, o que inclui o setor administrativo, seguranças e recepcionistas, além de enfermeiros. “Inicialmente, treinamos 174 colaboradores para saber identificar os sintomas e agilizar o atendimento em casos de AVC. A dinâmica tem três fases: a identificação (para o público administrativo), a fase aguda e a fase hiperaguda (para a equipe multidisciplinar). O treinamento foi realizado pelo consultor científico Rafael Pazinatto Aguiar, da iniciativa Angels Boehringer”, conta Wesley de Freitas, gerente de qualidade do HAC.

Equipe do HAC em treinamento sobre AVC: as primeiras três horas são essenciais para evitar sequelas. Foto: Divulgação

Protocolos e maior agilidade

Coordenadora das UTIs no Hospital Angelina Caron, a enfermeira Meysi Cavalcanti Santiago foi uma das participantes da dinâmica. “Com esse treinamento, a gente consegue otimizar o tempo da equipe assistencial, com mais agilidade para nossos pacientes. Conseguimos treinar as equipes de uma forma segura, em que conseguem executar suas atividades com clareza. Hoje fica mais fácil entender quais são as atividades durante a assistência, além de termos acesso rápido aos materiais necessários no atendimento.”

Segundo Freitas, os conteúdos ministrados para a área administrativa foram a identificação das causas do AVC, sua classificação, fatores de riscos existentes, os principais sintomas, além do conhecimento da escala pré-hospitalar de Cincinnati (que identifica o AVC). “Já os conteúdos para as fases aguda e hiperaguda foram o reconhecimento do AVC, processo de admissão, exames, janelas terapêuticas, contraindicações, preparo da medicação, controles necessários do paciente assistido no protocolo e possíveis complicações”, detalha.

Sinais do AVC

  • Confusão, sonolência e alteração de consciência;
  • Paralisia dos membros de um lado do corpo;
  • Falta de coordenação motora com desequilíbrio ao levantar ou andar;
  • Enrolar a língua, dificuldade para falar ou pronunciar algumas palavras;
  • Dificuldade em sorrir de forma igual, com um lado da boca puxando para baixo.

35 anos de Neurologia

Iniciado em 1985, o serviço de neurocirurgia do Hospital Angelina Caron venceu todas as etapas de desenvolvimento da especialidade, chegando a realizar anualmente mais de mil procedimentos cirúrgicos – desde os minimamente invasivos (no tratamento da coluna vertebral) até as mais complexas micro cirurgias para tumores cerebrais e tratamento cirúrgico da epilepsia. Em 35 anos de atividade, a excelência e qualificação do corpo clínico, aliados a modernos equipamentos para diagnóstico e tratamento das doenças neurocirúrgicas, tornaram o HAC referência da especialidade no Brasil. A Neurologia do Hospital Angelina Caron conta com uma equipe de neurologistas, neuropediatras e fisiatra, que atendem pacientes internados, com destaque para o recente protocolo de atendimento ao AVC agudo. O serviço também acompanha os pacientes em caráter ambulatorial no consultório.

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