Como preparar uma lancheira saudável para as crianças

Com a volta às aulas, muitas famílias sentem dificuldade em elaborar diariamente uma opção de lanche saudável para os filhos. Mas o que é considerada uma alimentação saudável?

Para a nutricionista do Hospital Otorrinos Curitiba, Isabella Albano Guimarães, a definição é a mesma que para um adulto. A única diferença na composição das refeições é a quantidade dos alimentos, que vão aumentando conforme a idade.

“No caso específico dos lanches para levar à escola, é fundamental que eles sejam nutritivos, pois contribuem no aprendizado, estimulam o raciocínio, a memória e garantem toda energia que as crianças precisam. Também é importante ficar de olho na quantidade das porções”, explica a nutricionista.

E para que as crianças se alimentem bem tanto em casa quanto na escola, é fundamental que o exemplo venha da família.

“O incentivo deve vir dos pais, pois o exemplo ainda é o maior ensinamento. As crianças vão aprender principalmente pelo exemplo dos pais sobre a boa alimentação. Levar as crianças à feira para escolher os alimentos e auxiliar no preparo também é uma boa forma de incentivá-los a comer bem”, ressalta a especialista.

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Importância da alimentação saudável

Os lanches contêm vitaminas e minerais importantes para que as crianças brinquem e aprendam os conteúdos ensinados em sala de aula.

Também fornecem energia e nutrientes necessários para que a criança cresça saudável e se desenvolva. Sem energia suficiente, as crianças podem ter falta de concentração e se sentir cansadas.

Segundo Isabella, é importante que os lanches sejam variados (todos os grupos de alimentos); equilibrados (consumo adequado de cada grupo); suficientes (quantidades que atendam e respeitem as necessidades da criança); acessíveis fisicamente (alimentos regionais) e financeiramentee coloridos (quanto mais colorido, mais saudável e atrativo o para os sentidos).

A alimentação saudável, seja no lanche da escola e nas refeições ao longo do dia, é importante para conter a obesidade infantil, que infelizmente é uma realidade para as crianças brasileiras.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 6.4 milhões de crianças têm excesso de peso no Brasil e 3,1 milhões já evoluíram para a obesidade.

Como montar uma lancheira saudável

Confira algumas dicas da nutricionista para montar uma lancheira saudável para os pequenos:

:: insira a criança em cada fase, desde a compra até a preparação final do lanche;

:: use a criatividade na preparação, deixando uma aparência agradável, colorida e bonita, para dar prazer e estimular o apetite;

Lanches coloridos ficam mais atrativos para as crianças.

:: prefira lancheira térmica para correto armazenamento de alimentos que necessitam de refrigeração;

:: para montar uma lancheira saudável é interessante dividir em 3 grupos:

1) frutas e verduras;

2) alimentos a base de grãos e pães;

3) alimentos fontes de proteínas, como laticínios e ovos, e combinar pelo menos 3 alimentos, um de cada grupo.

:: para a bebida, prefira água, sempre. Evite sucos adoçados, refrigerantes e achocolatados.

:: prefira frutas frescas ou desidratadas do que na forma de sucos. Comer a fruta é melhor que tomar o suco feito dela, porque, ao comê-la, a criança estimula a mastigação e mantém as fibras.

:: uma alternativa aos salgadinhos de pacote (que são ricos em sódio) é a pipoca, preferencialmente aquela feita em casa e com o mínimo de óleo. Use o sal de forma moderada.

Dia livre” para a criança comer o que gosta

Segundo Isabella, proibir totalmente os alimentos industrializados como opção de lanche não é a melhor saída, já que o alimento ‘proibido’ pode gerar ainda mais curiosidade da criança.

“Isso pode fazer com que ela passe a comer escondido ou se prive de situações normais para uma criança, como festa de aniversário. Os casos devem ser observados para que no futuro não se tornem transtornos alimentares”, alerta Isabella.

A dica é permitir, durante um dia da semana, pelo menos, um lanche diferente e que a criança tenha vontade de comer, mesmo que ele não esteja na lista dos ‘mais indicados’.

“O importante é ensinar a criança desde cedo que ela pode comer todos os alimentos, um pouquinho de cada. Que todo excesso faz mal, e que os alimentos industrializados devem ser exceção na rotina, e não regra”, concluiu Isabela.

Com informações: SBEM e Abeso

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