27 de março é o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal

Oncologista alerta sobre sinais da doença e importância do diagnóstico precoce

O dia 27 de março chama a atenção para um dos tipos de câncer mais comuns no Brasil: o colorretal. Somente na região sul do país, a neoplasia é a terceira que mais acomete homens e o segundo mais incidente nas mulheres, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o triênio 2020, 2021 e 2022.

“O câncer de cólon e reto abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (chamada cólon) e no reto (final do intestino, imediatamente antes do ânus). É passível de tratamento e, na maioria dos casos, é curável, quando detectado precocemente e ainda não atingiu outros órgãos. Grande parte desses tumores inicia-se a partir de pólipos (lesões benignas), que podem crescer na parede interna do intestino grosso”, explica o oncologista da Pro Onco / Oncoclínicas, de Londrina, Mário Liberatti.

Apesar de ser mais frequente em homens com idade acima de 50 anos, os especialistas têm percebido um aumento de casos em pacientes mais jovens. A alteração no perfil da doença pode estar associada a mudanças nos hábitos de vida. “Por isso, para evitá-la, é importante manter uma dieta equilibrada e rica em fibras, além de uma rotina de atividades físicas”, reforça Liberatti.

Confira alguns fatores de risco do câncer de colorretal:

● Dietas ricas em carnes vermelhas, carnes processadas e carnes expostas a calor intenso;
● Dietas pobres em fibras (frutas, legumes e verduras);
● Sedentarismo (pois a obesidade é um fator de risco, e manter a prática regular de exercícios ajuda a evitá-la);
● Doenças inflamatórias intestinais crônicas (tais como: colite ulcerativa e doença de Crohn);
● Histórico familiar de casos de câncer colorretal;
● Síndromes familiares (em especial, a síndrome de Lynch e a polipose adenomatosa familiar – FAP).

Segundo o especialista, é preciso ficar atento a alguns sintomas aparentes da doença e, em caso de persistência, procurar um médico se houver:

● Alteração nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou estreitamento das fezes, que perdura por alguns dias;
● Mesmo após a evacuação, não há sensação de alívio, parecendo que nem todo conteúdo fecal foi eliminado (sintoma especialmente sugestivo nos casos de câncer de reto);
● Sangramento retal (o sangue costuma ser bem vermelho e brilhante);
● Presença de sangue nas fezes, tornando a sua coloração marrom escuro ou preta;
● Cólica ou dor abdominal;
● Sensação de fadiga e fraqueza;
● Perda de peso sem motivo aparente.

“A prevenção é sempre o melhor tratamento. Então, adotar uma dieta balanceada, praticar atividade física e evitar o tabagismo são alguns dos hábitos que previnem este e outros tipos de câncer. Importante lembrar que manter os exames em dia também podem salvar vidas”, finaliza.

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