11º Olhar de Cinema divulga seleção de curtas-metragens

Festival reforça seu importante papel de vitrine para novos realizadores e novas linguagens

O 11° Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, que acontece de 1º a 9 de junho em formato híbrido, divulga a seleção de curtas-metragens que integram a programação das mostras Olhares Brasil, Pequenos Olhares e Mirada Paranaense.

Reforçando sua vocação para celebrar o cinema independente, autoral e inventivo, a seleção de curtas-metragens traz títulos de diferentes estados brasileiros, com as mais diversas temáticas e estéticas.

Neste ano, a seleção da Mostra Olhares do Brasil apresenta filmes que se destacaram em importantes festivais e mostras brasileiros, enquanto a Mirada Paranaense faz um recorte da cada vez mais potente produção do Paraná. Já a Pequenos Olhares traz diversão e reflexão para as crianças de todas as idades.

Alguns dos títulos estarão disponíveis de forma online e gratuita para todo o Brasil. A programação será divulgada em breve.

Fichas técnicas: 

OLHARES BRASIL

CURUPIRA E A MÁQUINA DO DESTINO (Curupira e a Máquina do Destino, Brasil, 2022), de Janaina Wagner,  25’

Filmado no Amazonas de 2021, na Estrada Fantasma BR-319, Transamazônica BR-230 e na cidade real de Realidade, “Curupira e a máquina do destino” documenta o encontro no tempo presente entre uma curupira e o fantasma encarnado de Iracema, personagem do filme “Iracema – uma transa amazônica”.

MANHÃ DE DOMINGO (Manhã De Domingo,  Brasil, 2022)de Bruno Ribeiro, 25’

Uma jovem pianista negra irá se apresentar em seu primeiro grande recital. No entanto, um sonho com sua falecida mãe desestabiliza sua mente e seu coração, colocando em risco a sua apresentação. A partir de uma série de encontros ao longo de um dia, ela começa uma jornada de reconciliação com suas memórias e sua mãe.

NÃO VIM NO MUNDO PARA SER PEDRA (Não Vim No Mundo Para Ser Pedra, Brasil, 2022), de Fábio Rodrigues Filho, 26’

Este ensaio toma uma fala de Grande Otelo como evidência para uma incursão especulativa na história do cinema brasileiro: e se Otelo tivesse chegado antes no Macunaima (livro e filmes)? A ordem dos fatores alteraria os resultados? Ao fim e a cabo, o rosto Otelo não confronta a máscara Macunaíma?

ORIXÁS CENTER (Orixás CenterBrasil, 2021) de Mayara Ferrão,13’

Produzido e filmado em Salvador – BA, o curta-metragem Orixás Center desdobra as narrativas dos arquétipos dos orixás, criando e resgatando vestígios da cosmologia yorubana através de referências estéticas, éticas, filosóficas e políticas.

SOLMATALUA (Solmatalua, Brasil, 2022), de Rodrigo Ribeiro-Andrade, 15’

Em uma onírica odisseia afro-diaspórica, paisagens e vielas encontram-se nas encruzilhadas do tempo.

PEQUENOS OLHARES

Materiais de Divulgação: https://bit.ly/3KjN4PK

A MENINA ATRÁS DO ESPELHO (A Menina Atrás Do Espelho, Brasil, 2022), de Iuri Moreno, 12’

Uma menina se tranca em seu quarto por medo dos monstros que a ameaçam do lado de fora, até que surge atrás do espelho uma nova realidade onde esses monstros simplesmente não existem e ela é livre para ser quem é ou quiser ser.

CAPITÃO TOCHA (Capitão Tocha, Brasil, 2022), de Matheus Amorim, 16’

Pedro, um menino aficcionado por bonecos de ação, certo dia encontra um boneco diferente, esquecido embaixo da cama de seu amigo.

ERA UMA VEZ EM ICAPUÍ (Era Uma Vez Em Icapuí, Brasil, 2021), de Alunos Do Projeto Animação do Instituto Marlin Azul, 10’

Num luau em volta da fogueira, um pescador narra a aventura vivida em Icapuí em busca do tesouro guardado há muitas gerações.

EWÉ DE ÒSÁNYÌN: O SEGREDO DAS FOLHAS (Ewé De Òsányìn: O Segredo Das Folhas, Brasil, 2021), de Pâmela Peregrino, 22’

Uma criança nasce com folhas em seu corpo e sua mãe busca a cura. Sua busca a leva até Òsányìn, o Orisà das folhas, que apresenta o poder das plantas e a importância da preservação ambiental.

MEU NOME É MAALUM (Meu Nome É Maalum, Brasil, 2021), de Luísa Copetti, 8’

Maalum é uma menina negra brasileira que nasce e cresce em um lar rodeado de amor e de referências afrocentradas. Logo que Maalum sai do seio de sua casa, ela se depara com os desafios impostos pelos discursos e práticas de uma sociedade racista.

O FUNDO DOS NOSSOS CORAÇÕES (O Fundo Dos Nossos Corações, Brasil, 2021), de Letícia Leão, 21’

Joana, uma curiosa menina de 7 anos, quer descobrir como veio ao mundo de duas barrigas.

O TEMPLO DO REI (O Templo Do Rei, Brasil, 2021), de Verônica Cabral, 5’

A Tranquilidade dos pacíficos cidadãos de Jaguara é interrompida quando uma velha profecia se torna real.

RUA A, NÚMERO 79: ASSENTO DELA (Gayeol 79Beon, Banditbul, Coreia do Sul, 2021), de Hyung-suk Lee, 8’

Pai e filha visitam um teatro onde não há ninguém.

RUA DINORÁ (Rua Dinorá, Brasil, 2022), de Natália Maia, Samuel Brasileiro, 17’

Dinorá é uma jovem atleta, que precisa vender rifas para custear uma viagem para o campeonato de karatê. Nessa pequena jornada, descobrirá a história do bairro em que mora.

SOBRE AMIZADE E BICICLETAS (Sobre Amizade e Bicicletas, Brasil, 2022), de Julia Vidal, 12’

Thiago nunca pensou em participar da corrida de bicicletas, devido à sua condição física. Tudo muda quando ele conhece Cecília, uma corajosa menina com deficiência visual. Juntos eles vão aprender a andar de bicicleta e o significado da amizade.

MIRADA PARANAENSE

Material de Divulgação: https://bit.ly/3xWrrT7

DEUS ME LIVRE (Brasil, 2021), de Carlos Henrique de Oliveira e Luis Ansorena Hervés, 17’

Para enfrentar a pandemia no maior cemitério da América Latina, dois sepultadores brasileiros se apegam em suas distintas religiões.

ESPERANZA (Brasil, 2022), de Hugo Lobo Mejía, 14’

Recém chegado ao Brasil, Julen, um jovem cozinheiro venezuelano, vai a uma entrevista de emprego no refinado restaurante Esperanza. Ele se questiona se deve preparar uma pisca andina ou uma clássica omelete francesa. No restaurante, percebe que a chef espera que ele prepare algo de suas origens. Ávido pelo seu objetivo, ele cede e entra no jogo proposto.

FALTA POUCO (Brasil, 2022), de Wellington Sari, 23’

Monique tenta fazer um podcast sobre duas jovens que sumiram no Panamá, em 2014. Wellington busca recuperar imagens gravadas durante um Ano Novo recente. Mas falta alguma coisa.

O HÁBITO DE HABITAR (Brasil, Chile, Haiti, 2021), de Nicolás Pérez, 16’

Ale e Santi, uma família de estudantes bolivianos residentes no Brasil, convivem no dia a dia com lembranças de onde moravam no passado. Juntos, um dia, eles decidem desenterrar essas memórias.

OS DIAS DEPOIS (Brasil, 2021), de Thiago Bezerra Benites, 21’

Sandra é uma professora acadêmica confinada em seu apartamento durante a pandemia que assola o país. Com a morte de sua mãe, ela precisa lidar com a volta do irmão mais novo e com a burocracia do luto.

QUARENTENA (Brasil, 2021), de Adriel Nizer e Nando Sturmer, 6’

Brasil. É noite. Mãe e filho descobrem que não estão sozinhos durante a quarentena.

ÚLTIMO ENSAIO (Brasil, 2021), de Bruno Costa, 14’

Como foi que chegamos até aqui? Anos e anos desenvolvendo técnicas de auto sabotagem.

VALENTINA VERSUS (Valentina Versus, Brasil, 2022), de Anne Lise Ale e E. M. Z. Camargo, 14’.

Era uma vez, em uma quest não tão distante, um grupo de gamers se reuniu em uma batalha épica para enfrentar Haters, Mi-mi-minotauros e Trolls na mais grandiosa e assustadora das masmorras: uma balada.

Inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para as Oficinas do Olhar de Cinema. Em formato online, interessados de todo o país podem participar das atividades, que se dividem em  três temas nesta edição: “QuilomboCinema”, ministrada por Tatiana Carvalho Costa; “A Montagem como Reescrita de um Filme”, por Tomás von der Osten, e “Incorporar memórias; corporalizar presenças”,  por Abiniel João Nascimento. Para isso, devem acessar e preencher o formulário disponível no link https://www.olhardecinema.com.br/oficinas-2022-inscricoes-abertas/ até o dia 13 de maio.

Sobre o Olhar de Cinema

O Olhar de Cinema é um festival que busca destacar e celebrar o cinema independente brasileiro e mundial. São propostas estéticas inventivas, envolventes e com comprometimento temático, que abrange desde a abordagem de inquietações contemporâneas acerca do micro universo cotidiano de relacionamentos até interpretações e posicionamentos sobre política e economia mundial.

A seleção apresenta ao público filmes que se arriscam em novas formas de linguagem cinematográfica, que estão abertos ao experimentalismo e que, ainda assim, possuem um grande potencial de comunicação com o público.

O 11º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba acontece de 1° a 9 de junho e conta com patrocínio da Sanepar, Compagas, Copel, Governo do Estado do Paraná, Uninter e Peróxidos do Brasil, apoios da Ebanx, Grupo Servopa, Tintas Verginia e apoio Cultural Projeto Paradiso. Produção Grafo Audiovisual, incentivo da Lei de Incentivo à Cultura de Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba e Prefeitura de Curitiba e realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal.

SERVIÇO

11º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

1º a 9 de junho

Locais: Cine Passeio, Cinemark Mueller, Teatro da Vila, Cinemateca de Curitiba, Museu Oscar Niemeyer

Ingressos: R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia)

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