Gestação de Alto Risco: as causas são maternas ou fetais e exigem cuidados especiais

Todo casal que pretende ter filhos se preocupa com a saúde da mãe e do bebê. A gestação torna-se, assim, um período de ansiedade, principalmente se for de alto risco. Daí a relevância do pré-natal. Nesse sentido, o acompanhamento antes, durante e após o parto é muito importante para resguardar a saúde da mãe e do bebê, informa a Diretora Clínica e Coordenadora da Assistência de Alto Risco do Neocenter Maternidade, em Belo Horizonte/MG, Dra. Vanessa Fenelon da Costa.

Mas, o que é uma gestação de alto risco? Quais as causas mais frequentes?
De acordo com a Dra. Vanessa Fenelon, a gestação de alto risco é uma condição pela qual a gestante e seu bebê em desenvolvimento podem sofrer alguma complicação durante esse período ou no momento do parto, logo toda gravidez, que exige cuidados especiais, por causas maternas e /ou fetais, deve ser acompanhada com muita atenção na identificação e tratamento das complicações da doença de base ou condições adquiridas na gestação que a mãe possa ter como, por exemplo, anemia falciforme, lúpus eritematoso sistêmico, ou hipertensão arterial crônica, diabetes prévio ou pré-gestacional e nefropatias, entre outras. Essas pacientes vão precisar de um cuidado mais individualizado com maior número de consultas, exames maternos e propedêutica fetal mais intensa.
Dados da OPAS/OMS indicam que cerca de 10% da população vai desenvolver alguma intercorrência na gravidez. Dependendo da forma do diagnóstico, esse percentual pode atingir 18% da população, no caso do diabetes.

Pré-Natal
O pré-natal de alto risco trabalha muito próximo com a Medicina Fetal, mas um não substitui o outro. Eles se complementam, destaca a médica, informando que “o especialista em alto risco tem muito mais experiência em patologias maternas e, juntamente com o médico da Medicina Fetal, vão contribuir para um bom resultado gestacional”.
As causas mais frequentes de pré-natal de alto risco são aquelas patologias que acometem as mulheres que engravidam mais tarde e, assim, já apresentam alguma doença crônicas. “As patologias pré-gestacionais mais frequente são as diabetes prévias, principalmente a tipo 2, hipertensão arterial crônica e o hipotireoidismo”. Já durante a gestação, salienta, as mais frequentes no dia a dia são diabetes gestacionais, alterações de crescimento fetal e pré-eclâmpsia.

Atenção especial
O Pré-Natal é de extrema importância sendo o período em que a paciente é mais avaliada do ponto de vista médico. Nesse sentido, a avaliação não é centrada apenas no aparelho reprodutor, mas, também, nos sistemas cardiovascular, respiratório e hematológico, entre outros.
“Muitas vezes é o médico pré-natalista de alto risco que vai fazer o diagnóstico de patologias subclínicas ou doenças que ainda não foram diagnosticadas. Ele avalia a mulher como um todo, pois ela não é apenas mulher grávida, mas, sim, uma mulher que está grávida naquele momento”, observa a Dra. Vanessa Fenelon.
Segundo a médica, não existem medidas profiláticas com relação à gravidez de alto risco. ”O nosso objetivo é evitar complicações durante a gravidez, e, é claro, que aquela mulher que engravida com uma boa alimentação, bom estado nutricional, tem menos risco de ter diabetes gestacional, do que aquela paciente que não tem esses cuidados”.

Avanços
O tratamento da Gestação de Alto Risco tem avançado nos últimos anos, principalmente com a possibilidade de fazer intervenções intrauterinas, diante do importante desenvolvimento da Medicina Fetal, com o surgimento de novas drogas seguras na gestação, e com o maior conhecimento das patologias prévias. Todos esses avanços possibilitam melhor assistência às gestantes de alto risco.
“Temos que cuidar dessa mãe o melhor possível para que a equipe de neonatologia faça o seu melhor. Assistência ao Pré-natal de Alto Risco é o início do cuidado perinatal.

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