Após dois meses em queda, faturamento dos restaurantes do Paraná cresce 22,1% em março

Índice Fipe e Alelo mostra ainda que a quantidade de vendas também aumentou 35,7% quando comparado ao mesmo período do ano passado

chef restaurante
Image by Antony Trivet from Pixabay

Restaurantes, bares, lanchonetes e padarias do Paraná registraram avanço de 22,1% no faturamento em março, em comparação com o mesmo mês de 2021, é o que apontam os índices divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas. Os dados, que avaliam o desempenho dentro do cenário da pandemia e consideram a inflação no período (ou seja, são calculados em termos reais), mostram, também, alta no valor gasto nos supermercados (0,7%).

Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) revelam ainda aumento de 35,7% na quantidade de vendas e de 10,5% no número de estabelecimentos que efetivaram pelo menos uma transação no mês de março.

“Acreditamos que esses resultados são reflexo da volta ao trabalho presencial e dos eventos sociais, que refletem diretamente nos indicadores dos restaurantes, bares, padarias e lanchonetes”, destaca Cesario Nakamura, presidente da Alelo.

Em relação aos Índices de Consumo em Supermercados (ICS), os dados de março, em comparação com o mesmo período de 2021, indicam que o segmento encerrou o período com aumento de 6,4% na quantidade de vendas e 3,9% no número de estabelecimentos que efetivaram pelo menos uma transação.

 

Panorama pré-pandemia dos indicadores

Quando observamos as variações calculadas comparando 2022 com 2019, período pré-pandemia, o ICR mostra queda nos três indicadores em março: -26% no faturamento, -35,6% na quantidade de vendas e –3,5% no número de estabelecimentos que realizou transações.

Ao ter como base o comportamento de consumo em supermercados, de acordo com o ICS, observamos aumento de 14,3% no faturamento, 0,1% no número de estabelecimentos que registrou ao menos uma transação e, por fim, 11,8% na quantidade de vendas.

Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) apontam a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Ambos são calculados com base nas operações realizadas a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo território nacional.

 

Dados regionais

Em termos regionais, adotando como parâmetro a variação do valor gasto em restaurantes entre março de 2019 (período pré-pandemia) e março de 2022, é possível notar um maior impacto na região Nordeste (-36,1%). Entre as demais, a queda foi de: Sudeste (-31,3%), Centro-Oeste (-31%), Sul (-29,2%) e Norte (-28,4%).

 

Metodologia dos índices

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:

Amostra: todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 31 de março de 2022.

Valores atípicos: para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.

Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia…), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.

Inflação: os dados relativos ao consumo em valor foram deflacionados com base na variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Influência de outros fatores: os impactos apresentados não excluem a influência de fatores, eventos e políticas coincidentes com a pandemia sobre o comportamento e hábitos de consumo da população ao longo do período de análise. Todavia, levando-se em conta o caráter inesperado das medidas restritivas instituídas a partir de março, na maior parte das grandes cidades, bem como o padrão comportamental dos índices nos anos precedentes, é possível relacionar as variações atípicas observadas no comportamento das séries à pandemia da Covid-19.

Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência inicial (base 100) a média diária em janeiro de 2018. Os impactos calculados estão disponíveis para todos os dias, quinzenas e meses de 2020 e 2021.

Recorte geográfico: os impactos — apresentados como percentuais de variação dos índices em relação à média observada em 2019 — consideram os seguintes recortes: (i) média nacional (Brasil); (ii) Médias das 5 regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste); (iii) Média dos 26 estados e Distrito Federal (27 unidades federativas). Amanda Barbosa

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