PepsiCo investirá em tecnologia com potencial de economizar 70% de água na fábrica de Curitiba

Estações de tratamento de efluentes com sistema MBR/OR serão o maior aporte em sustentabilidade da empresa no Brasil

PepsiCo investirá em tecnologia com potencial de economizar 70% de água na fábrica de CuritibaEm junho celebramos o Dia do Meio Ambiente (5/6) e a sustentabilidade e o uso eficiente dos recursos naturais é uma prioridade para a PepsiCo, uma das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo. A gestão de recursos hídricos é um tema cada vez mais urgente diante das recentes previsões climáticas e secas que assolaram o país e o mundo no último ano. Nesse cenário, a PepsiCo, alinhada a sua estratégia global, PepsiCo Positive (pep+), que coloca sustentabilidade no centro de seu negócio, está engajada em promover a redução significativa do uso da água em toda sua cadeia produtiva. Para isso, irá realizar o maior investimento já feito em suas unidades no Brasil na área de sustentabilidade para implantar novas Estações de Tratamento de Efluentes (ETE) utilizando uma tecnologia inovadora: o MBR (biorreatores com membranas) e OR (osmose reversa). Os investimentos contemplam projetos nas plantas de Curitiba (PR) e em Sete Lagoas (MG) – além da ETE de Itu, implementada pela companhia em 2019 em uma região do estado de São Paulo caracterizada pela insegurança hídrica. Na operação em Itu, com o MBR e outras ações de redução do uso de água, a PepsiCo já economiza 18 milhões de litros de água ao mês e em breve ampliará essa marcaEm Curitiba, a estação deverá gerar uma redução de mais de 70% da água que é consumida hoje na fábrica.

A tecnologia MBR/OR utiliza os chamados biorreatores com membranas, um sistema biológico completo em que membranas de ultrafiltração fazem parte do processo de digestão de matéria orgânica nos efluentes. Os parâmetros de qualidade da água resultante deste processo seguem rigorosamente as normas de potabilidade de água preconizadas pelos órgãos reguladores. “A qualidade da água resultante do nosso processo de tratamento é superior às exigidas pelas autoridades brasileiras, ou seja, atingindo os níveis de potabilidade”, afirmou Bruno Guerreiro, gerente de Sustentabilidade da PepsiCo Brasil. Na PepsiCo, no entanto, a água tratada pelo MBR será utilizada em processos secundários na produção de alimentos. “Um exemplo, é o uso na estação de lavagem e transporte de batatas, utilizadas na fabricação de batatas chips, entre outros usos para limpeza na fábrica”, explicou Guerreiro.

A empresa, que também implantou este mesmo sistema em outras cinco plantas da América Central e uma na América do Norte, deverá também levar a tecnologia do MBR/OR para sua operação em Sete Lagoas (MG), iniciando as obras a partir desse ano.

Avanços em sustentabilidade vão beneficiar milhares de pessoas em Curitiba

A iniciativa da nova estação de tratamento de efluentes da PepsiCo em Curitiba é resultado de uma parceria com a Prefeitura da cidade, que participa de forma consultiva do projeto e possibilitará a elaboração de legislações apropriadas para a implantação da nova tecnologia. Além da economia de água, a PepsiCo também deixará de impactar o sistema público de tratamento de efluentes (de água e esgoto) da cidade de Curitiba, pois o volume do efluente tratado e descartado será reduzido.

Segundo o prefeito Rafael Greca, o investimento da PepsiCo vem ao encontro das ações da cidade para garantir o abastecimento de água para a população em períodos de seca e possível escassez hídrica, como a que se estendeu nos anos 2020 e 2021. “Este anúncio da PepsiCo para gerar uma economia significativa de água em sua operação reflete diretamente em mais água disponível para a nossa cidade. Portanto, é uma ação importante para combatermos a falta de água na nossa região e para garantir o futuro do abastecimento para as próximas gerações”, reforçou o prefeito.

A bacia hídrica do Paraná é muito importante para a região Sul e para diversos outros países do continente sul-americano, como Argentina, Paraguai e Uruguai. Esta região também vem sendo afetada pelas mudanças climáticas nos últimos anos. Por isso, o nosso investimento hoje é preventivo e vai impactar positivamente milhares de pessoas no futuro”, reiterou Bruno Guerreiro.

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