Rastreador digital identifica tipos de gripe e COVID sem contato físico nem coleta de amostra

Um totem de Inteligência Artificial com sensores térmicos, os quais identificam as síndromes gripais à medida que as pessoas passam diante do equipamento, já foi testado e vai revolucionar o sistema de diagnóstico em escolas, fábricas, estádios de futebol e demais locais onde há necessidade de testar grande número de pessoas em reduzido espaço de tempo.
O equipamento, desenvolvido por pesquisadores brasileiros, foi instalado experimentalmente e funcionou com sucesso na favela de Paraisópolis, no Hospital Universitário da USP, no Hospital da Polícia Militar, na Prefeitura de Ilha Bela e em eventos da retomada do Governo do Estado de São Paulo, registrando 80% de acerto dos diagnósticos, confirmados a posteriori por testes PCR tradicionais.
Com pedido de registro já protocolado na ANVISA pela fabricante, a Predikta – Soluções em Pesquisa, o aparelho é um totem como os existentes em aeroportos e em recepções de prédios, munido de sensores térmicos que registram sinais indicativos da existência de uma síndrome gripal, como temperatura em torno dos olhos, do nariz e outros pontos da pele.
“O equipamento se vale da afluência de sangue para as ‘portas de entrada’ do organismo, nariz, garganta, mucosa do olho, quando um vírus invade o corpo”, explica o médico e especialista em termografia Alexandre Aldred, da Predikta, e compara as informações captadas pelas termocâmaras com os registros de uma pessoa saudável.
Como o equipamento tem um imenso e crescente banco de dados com o registro das alterações apresentadas por contaminados pela Influenza, gripe H1N1, COVID, H1N3 e outras 17 síndromes respiratórias, compara os resultados da pessoa testada com os algoritmos arquivados. Quem está saudável recebe luz verde em cerca de 10 segundos e quem registra alterações é convidado a responder, numa tela, se sente os sintomas da síndrome indicada pela máquina, que então confirma ou não a necessidade de evitar o contato da pessoa com os demais.
“Recentemente testamos 500 funcionários de um call center”, conta, Alexander Aldred, e os três casos em que a máquina apontou a existência de síndrome respiratória foram confirmados posteriormente por exame de amostras nasais. Para o especialista, o equipamento baseado em Inteligência Artificial responde à necessidade de identificar e isolar rapidamente quem representa risco de contágio em locais de grande concentração de pessoas.
“No call center, por exemplo, 500 pessoas ficam muito próximas umas das outras e um trabalhador gripado pode contagiar dezenas de companheiros”. É a mesma situação numa indústria que emprega muita mão de obra, diz ele, num show musical ou numa escola, locais onde até agora a checagem para indicar COVID e outras síndromes dependia de testes com coleta de amostra que, pelo tempo que exigem, não são possíveis de realizar diariamente.
Com o uso do Rastreador Digital de Sinais e Sintomas de Síndromes Gripais, nome do equipamento, as pessoas simplesmente caminham passando pelo totem, que indica aquelas suspeitas de estarem com alguma síndrome, mesmo quando assintomáticas. O custo é também muito mais baixo do que o de um teste.

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