Demanda por aluguel aumenta no Brasil após mudanças nas regras de financiamento, aponta pesquisa do VivaReal

 As regras de financiamento pela Caixa Econômica Federal têm sofrido
algumas alterações ao longo do ano, o que vem impactando a decisão dos
consumidores brasileiros na hora de escolher um novo lar. O VivaReal,
portal de anúncios de imóveis líder no Brasil, realizou uma pesquisa com sua
base de dados para entender o impacto das novas medidas na intenção do
consumidor.

As últimas medidas alteraram, principalmente, os juros anuais do valor
do financiamento e devem  entrar em vigor
em 1º de outubro. Desde a última alteração feita pelo banco, em maio deste ano,
a procura por imóveis para locação aumentou em 32%, no Brasil. As regiões Sul e
Sudeste foram as que tiveram os maiores aumentos na procura por aluguel, 11% em
ambas. No entanto, a região Norte não sofreu alterações significativas.
Santa Catarina e São
Paulo tiveram os maiores aumentos entre os estados brasileiros
Santa Catarina teve um aumento de 60% nas buscas por aluguel, o maior
entre os estados brasileiros, sendo Florianópolis e Joinville os principais
responsáveis. Em Florianópolis o aumento foi de mais de 70% e apesar do centro
ser um dos bairros mais procurados, as regiões Jurere, Lagoa, Ponta das Canas
foram os bairros em que a demanda por aluguel mais cresceu desde o inicio do
ano. Fora da região das praias, Saco dos Limões, um dos bairros tradicionais da
cidade, também teve um grande aumento na busca por locação. 
São Paulo apresentou uma variação de 35% na busca por aluguel, sendo a
capital a que mais sofreu mudanças nas buscas de imóveis. O aumento na
cidade de São Paulo foi mais de 25%, sendo a Zona Leste e a Zona Norte as
regiões que tiveram os aumentos mais representativos da cidade. No entanto, é
no centro da cidade que a procura por aluguel é maior.

“Com mudanças constantes
nas regras de financiamento, o brasileiro que quer comprar um imóvel vê no
aluguel uma solução de moradia a curto prazo enquanto tenta entender o cenário
atual. Ao assinar um contrato de dois anos e meio ele pode observar melhor o
mercado até se sentir seguro para a compra”, comenta Lucas Vargas, Vice-Presidente
Executivo do VivaReal.

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