Tempo e dinheiro motivam viagens na terceira idade

Peter e a mulher, Sheila Sterf, em viagem de carro a Grão Mongol, Minas Gerais, em 2012. Crédito: arquivo pessoal


Por Tatiana Alarcon e Pedro Fideles

Os idosos são um grupo numeroso e empolgado de viajantes. Com tempo e disposição, sozinhos ou em grupos, eles encaram com leveza a experiência de se aventurar em novos destinos. Nesta quinta-feira (1), data em que se comemora o Dia Nacional do Idoso, o Ministério do Turismo faz um retrato de um público que ganha cada vez mais a atenção de agências de viagem, meios de hospedagem e de transporte.

Entre os brasileiros que pretendem viajar nos próximos meses, os idosos foram os que mostraram mais disposição para colocar o plano em prática (27,8%), de acordo com o boletim de intenção de viagem do Ministério do Turismo referente ao mês de agosto. E a vontade de explorar o Brasil também está maior. Das pessoas com mais de 60 anos que indicaram interessem em viajar, 55,9% afirmou preferência por destinos turísticos nacionais.

Isso se explica pelo fato de grande parte desse público ter renda mais elevada e tempo para viajar. Estima-se que o Brasil tenha hoje 33 milhões de aposentados e pensionistas, de acordo com o IBGE. São pessoas como Peter Sterf, de 61 anos, descendente de austríacos, que não esconde a sua preferência pelo Brasil, seu país de origem. “Quando viajo, gosto de ir além dos pontos turísticos, conversar com pessoas, visitar feiras e até supermercados”, disse. Seu próximo destino será Natal.

Dados do Ministério do Turismo mostram que a população acima de 60 anos já responde por quase 18 milhões de viagens ao ano no Brasil, o que representa uma fatia de 9% do mercado nacional. A tendência é que esse público aumente a cada ano, devido ao envelhecimento da população. A projeção do IBGE é a de que em 10 anos os idosos representarão 16% dos brasileiros e, em 2060, 34%. Hoje, o número de pessoas idosas no Brasil (acima de 60 anos) já chega a 26,1 milhões, segundo o IBGE – o equivalente a 13% da população.

De acordo com um estudo da Fundação Instituto de Administração, os destinos de regiões serranas, as praias tranquilas, as propriedades em áreas rurais e as cidades com apelo cultural estão entre as mais disputadas pelo público, que costuma optar por programação específica e temática.

Em Socorro (SP), por exemplo, um hotel fazenda oferece infraestrutura adaptada para pessoas na “melhor idade”, além de atividades físicas e de entretenimento. Em Fernando de Noronha (PE), são passeios de barcos, mergulhos assistidos e trilhas, tudo para os idosos. Em Gramado (RS), vários meios de hospedagem, restaurantes e pontos turísticos têm elevadores, rampas de acesso, corredores largos e acomodações adaptadas.

A servidora pública aposentada, Isaura Garcia, de 68 anos, já visitou Salvador, Fortaleza, João Pessoa e Florianópolis e Curitiba. “Viajar é uma terapia para mim, um momento especial para conhecer culturas diferentes e locais históricos. Ainda vou conhecer o mundo inteiro”, afirma. ASCOM

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