Um “cantão” de mais de 800 lagos que vale a visita

Na quarta matéria da série dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, o turismo apresenta o Parque Estadual do Cantão, com seus encantos nas cheias e na estiagem
Ave sobrevoa lagoa do Cantão. Crédito: Bruno Prisco Jr.
Por Carolina Valadares
No oeste do estado do Tocantins, na divisa com o Pará, a Floresta Amazônica e o Cerrado se encontram no Parque Estadual do Cantão, com florestas inundadas pelos rios Araguaia-Javaés. A água, aliás, é o meio mais indicado para conhecer o local: passeios de caiaques pelos rios Araguaia, Javaés e Côco revelam as belezas de um dos destinos mais preservados do país.
Há quem defenda que a melhor temporada para conhecer o Cantão é na seca, entre maio e setembro. Com a baixa dos rios surgem “praias” e inúmeras ilhas no local. O período é o mais indicado para a pesca esportiva e para a observação de animais silvestres, como o tuiuiú, o servo, as iguanas, as seriemas e os jacarés.
Há quem prefira, como o operador de uma empresa de turismo local, Leonardo Azevedo, a época da enchente dos rios, de dezembro a maio. “Durante as cheias é mais bonito, as águas sobem de 7 a 10 metros de altura e fazemos os passeios em canoas pela floresta. Dá pra ver o jacu, uma ave da Amazônia que procria nessa época”, disse Azevedo. As árvores da floresta inundada também servem como esconderijo para alguns animais.
Os lagos de difícil acesso do Cantão são os últimos santuários do Tucunaré, peixe típico da região, um dos maiores de água doce. Lá eles se alimentam e se reproduzem durante a seca. Esses locais também são o habitat preferido de ariranhas, jacarés-açu, e outras espécies. Na época de cheias, já foram contabilizadas 833 lagoas na região.
“Nas minhas últimas férias, passei dias maravilhosos com minha família ao visitar o Parque Estadual do Cantão. Uma experiência deliciosa, que nos transporta a um lado do Brasil que poucos conhecem. Recomendo a todos os amantes da natureza e viagens com paisagens cenográficas”, diz Larissa Nakai, de São Paulo.
Vegetação – Durante as cheias, a mata de torrão, como são chamadas as de terra firme, crescem nos terrenos mais altos do interior do parque. Essas matas são mais baixas que as florestas de igapó e revelam plantas como as bromélias e orquídeas. Na época das cheias, as matas de torrão são os únicos locais onde algumas espécies de aves se alimentam, como a jaó e o mutum-de-penacho.

Como chegar: o Município de Caseara, a 257 km de Palmas, é a principal porta de entrada do parque. Chega-se lá a partir de Palmas pela rodovia BR 153, pela TO 080 ou por via fluvial, pelo povoado de Barreira dos Campos, pelos rios Araguaia, do Côco e Javaés. O município de Pium também dá acesso por estrada de chão – a TO-354.

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1 Comentário

  1. Obrigado por ajudar a divulgar o encontro dos Biomas no coração do Brasil. Estamos a disposição para leva-los a este destino a partir de Palmas (capital do Estado do Tocantins).

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