Frischmann Aisengart tem exame genético de HPV

Jaime Rocha, infectologista do Laboratório, faz um alerta especial no Carnaval para a importância de se proteger contra esta DST

O Carnaval é uma época importante para alertar sobre a importância da prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV (Papiloma Vírus Humano), considerado a mais difundida doença sexualmente transmissível e a principal causa do câncer de colo de útero, vagina e vulva. A presença dos tipos 16, 18, 31, 33 e 35 do vírus, considerados de alto risco oncológico, tem sido detectada em aproximadamente 70% dos casos de câncer do colo e, em 5% dos casos, nenhuma sequência genômica de HPV é identificada. Já os tipos 6 e 11, avaliados como de baixo risco oncológico, são responsáveis por 90% dos casos de verrugas genitais.

Jaime Rocha, infectologista do Laboratório Frischmann Aisengart, explica que, com as técnicas moleculares, é possível diagnosticar o paciente infectado de acordo com o risco para o desenvolvimento de câncer por diferentes metodologias. Um destes testes, conhecido como Captura Híbrida, funciona como uma triagem e permite classificar os tipos de HPV em 2 grupos, de alto (A) e baixo (B) risco para o desenvolvimento de câncer cervical. “O grupo A possui sondas para detecção dos tipos de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59 e 68) e o grupo B aquelas capazes de identificar os tipos de baixo risco (6, 11, 42, 43 e 44)”, revela o especialista. O resultado fica pronto em 5 dias e a coleta  é feita por meio da secreção do trato genital feminino, masculino, anal, bucal e biópsia (tubo Digene).

Já um outro exame, conhecido como Detecção de HPV de Alto Risco, usa sondas específicas marcadas com fluorescência e detecta a presença de quatorze tipos de alto risco oncológico e adicionalmente diferenciando à presença dos tipos 16 e 18, por meio de uma técnica de PCR em tempo real. O resultado fica pronto em sete dias e a coleta é feita por meio de lesão do pênis, secreção do trato genital feminino, masculino, anal e oral.

Por fim, existe a Tipagem para HPV por Microarray, que consiste em um painel para a pesquisa de 35 tipos de HPV mais relevantes clinicamente, tanto de baixo como de alto risco ao desenvolvimento de câncer, sendo que este teste é capaz de diferenciar individualmente a presença de cada tipo de HPV, nos mais diferentes tipos de amostra biológica. O resultado fica pronto em 15 dias e a coleta é feita por meio da secreção de colo uterino, secreção vaginal, vulvar, endocervical, secreção de pênis, prepúcio, uretral, anal ou bucal em tubo coletor Digene.

A maioria das pessoas adquire o HPV nos primeiros três anos em que passa a ter relações sexuais. No caso das mulheres, 46% entram em contato com o vírus nos dois primeiros anos de vida sexual ativa; já 60% dos homens entram em contato nos três primeiros anos. O uso de preservativos é uma das principais recomendações, já que se trata de um vírus altamente contagioso. Tanto que, desde 2014, o Ministério da Saúde está vacinando meninas de 09 a 11 anos.

Os homens também estão propensos a desenvolver as doenças decorrentes da infecção pelo HPV, que podem aparecer em forma de verrugas genitais, câncer de ânus, câncer de laringe e câncer de pênis. “Portanto, os homens também devem se preocupar com a prevenção e diagnóstico”. Segundo o especialista, o contato sexual é a maneira mais comum de contágio, incluindo o sexo oral e as chamadas “preliminares”. Isso porque somente o simples atrito da mão, boca ou genitais com a mucosa infectada já é suficiente para contaminação pelo vírus.

Além disso, por ser uma doença silenciosa, que na maioria das vezes não apresenta sintomas, é muito importante se precaver de todas as formas e consultar regularmente um especialista para realizar exames periodicamente.

Como reduzir o risco de contágio pelo HPV genital?

De acordo com Rocha, a melhor maneira de prevenção é evitar grande quantidade de parceiros e sempre usar preservativo. Também é aconselhável ter cuidado com roupas íntimas e banheiros, além de controles anuais com acompanhamento de um ginecologista.

Mas o especialista lembra que a prevenção também deve ser feita com a vacina contra o HPV. A recomendação é que a vacina seja feita antes ou logo no início da vida sexual para meninos e meninas entre 9 e 26 anos, com base em critérios de eficácia (formação de anticorpos). A eficácia em outras faixas etárias também tem se demonstrado muito boa.

Rocha explica que existem vacinas diferentes disponíveis no mercado, sendo que algumas cobrem apenas poucas cepas e outras que cobrem todas as cepas principais. Esta última é chamada de vacina quadrivalente e inclui as cepas dos tipos 6, 11, 16 e 18. “Por isso, existem no mercado vacinas com diferentes preços. Esta diferenciação vai decorrer do número de cepas cobertas pela vacina”, explica o especialista.

A vacina disponível no Laboratório Frischmann Aisengart é a quadrivalente, ou seja, protege contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), responsáveis por 90% das verrugas genitais em homens e mulheres (HPV 6 e 11) e 70% dos casos de câncer de colo uterino na mulher (HPV 16 e 18). A aplicação é feita em três doses, sendo a primeira na data escolhida e as demais com intervalos de dois e seis meses.

Serviço:
www.labfa.com.br
4004-0103
Unidades de Vacinação: Batel II (Rua Alferes Ângelo Sampaio, 1299, Batel) e Alto da XV (Rua XV de Novembro, 3101)

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart 
O Laboratório Frischmann Aisengart tem mais 70 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 30 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Laboratório Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.