No Dia Mundial do Câncer (04/02), oncologista explica o acompanhamento pós-tratamento

De acordo com Jerusa Miqueloto, médica do Frischmann Aisengart, com o diagnóstico precoce a possibilidade de cura é de mais de 90%

No Dia Mundial do Câncer, celebrado em quatro de fevereiro, a sociedade e o governo se mobilizam para disseminar informação e estimular o debate. O câncer é um conjunto de mais de cem doenças que, em comum, têm a existência da célula cancerígena. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA -, mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer. No Brasil, o INCA calculou que houve 580 mil casos novos da doença no ano passado.

Segundo Jerusa Miqueloto, oncologista do Laboratório Frischmann Aisengart, há muito tempo o câncer, de um modo geral, não é considerado uma doença fatal. Isso porque, quando o tumor é detectado no estágio inicial, a possibilidade de cura é de mais de 90%. “Por este motivo nós, médicos, insistimos tanto na questão da Medicina Preventiva e na realização dos exames periódicos. No caso do câncer, o sucesso do tratamento tem uma ligação direta com a prevenção”, enfatiza.

Como os tratamentos contra o câncer têm sido cada vez mais eficazes, a Dra. Jerusa relata que um dos temas de grande destaque no momento é o acompanhamento pós-cura. “Os cuidados de que o paciente vai precisar são inquestionáveis, já que o corpo fica debilitado e exige um acompanhamento cauteloso”, diz. Mas cada caso é diferente, e vai ser analisado de acordo com o tipo e a extensão da doença, os remédios e a terapia usados, além da idade e das condições clínicas da pessoa.

Para a oncologista, a recuperação dos efeitos da quimioterapia e da radioterapia costuma levar entre três e seis meses. No caso de cirurgias, como a retirada de um órgão, a recuperação pode se efetivar em ainda mais do que um semestre, dependendo da gravidade do procedimento. Quanto à imunidade, a Dra. Jerusa relata que ela é normalizada depois de cerca de um mês de terminada a quimioterapia ou a radioterapia. “Isso se não houver complicações, como a queda dos glóbulos brancos”, pondera.

A Dra. Jerusa exemplifica que, nos casos em que há cirurgia ou consumo de medicamentos muito tóxicos, poderá haver restrições alimentares mais severas. Em geral, segundo a especialista, indica-se o consumo de alimentos com rápida digestão, fracionamento das refeições ao longo do dia, evitar alimentos gordurosos e muito quentes. Para quem sofre com as náuseas e feridas na boca decorrentes do tratamento, uma opção são os sorvetes, que alimentam e são bem tolerados. “Temos que lembrar que, nesta fase pós-tratamento, o paciente está muito sensível, sendo recomendável a prescrição de uma dieta com todos os nutrientes necessários. Tudo com o objetivo de acelerar a recuperação da saúde”, afirma.

Uma indicação da médica para esta fase é a prática de exercícios físicos, porque garantem disposição extra para suportar o pós-tratamento. “Mas precisam ser leves e feitos sob supervisão”, alerta.

Por fim, a Dra. Jerusa lembra que, depois da cura, consultas frequentes serão agendadas para a avaliação da recuperação e para o acompanhamento do estado clínico do paciente. Normalmente, estas consultas vão acontecer com a frequência em torno de: a cada 3 a 6 meses nos primeiros três anos, a cada 6 a 12 meses nos 2 anos subsequentes e, posteriormente, anualmente. Isso porque, quando existe, a maioria das recorrências de câncer acontece nos primeiros cinco anos após o tratamento.

Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart
O Laboratório Frischmann Aisengart tem mais 70 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 30 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103. Siga o Laboratório Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

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