Dia Internacional do Trabalho – Entenda a Síndrome de Burnout

Nesse 1.º de maio, Clovis Cechinel, médico do setor de Medicina do Trabalho do Laboratório Frischmann Aisengart, faz um alerta sobre como produzir com mais saúde e menos estresse

Os anos 90 trouxeram novas tecnologias e um forte aumento no ritmo de produção. O número de horas extras cresceu, a pressão sobre o trabalhador se intensificou e as pessoas, além de trabalhar mais, não se desligam mesmo quando estão em casa, pois continuam trabalhando por meio do computador. O resultado da equação menos lazer e mais trabalho é o estresse.

Segundo Clovis Cechinel, médico do setor da Medicina do Trabalho e integrante do corpo clínico do Laboratório Frischmann Aisengart, um dos maiores causadores de doenças ligadas ao trabalho é o estresse. “Dentro do ambiente de trabalho, em níveis muito altos, ele pode ocasionar o que chamamos de Síndrome de Burnout”, revela.

Também conhecida como Estresse Ocupacional ou Síndrome de Esgotamento Profissional, a doença é um distúrbio psíquico causado por esgotamento físico e mental intenso associado ao trabalho. O termo “Burnout” vem do Inglês “burn”, de queimar, e “out”, de exterior. A expressão inglesa designa algo que deixou de funcionar por exaustão de energia, como uma combustão intensa.

Segundo pesquisas feitas pela International Stress Management Association, associação que desenvolve pesquisas sobre o estresse, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros são portadores da doença. Os profissionais mais vulneráveis à síndrome são aqueles extremamente exigentes e perfeccionistas, e que não medem esforços para atingir bons resultados, vinculando sua autoestima ao sucesso no trabalho. Quando o desempenho não é reconhecido, o desejo de realização se transforma em compulsão e advém o adoecimento.

O especialista aponta que a síndrome pode causar hipertensão, depressão, irritabilidade exagerada, impaciência, falta de concentração, falhas de memória, perda de qualidade das relações pessoais, queda de produtividade profissional, sintomas físicos de estresse como cansaço e mal-estar em geral, dentre outros.

Em um primeiro momento é preciso observar fatores como falta de vontade de ir trabalhar e sintomas físicos como dores nas costas, pescoço e coluna, sem causas específicas. Em um segundo momento, começa a se deteriorar o relacionamento com outras pessoas. “Daí surgem doenças psicossomáticas, como alergias e picos de hipertensão. Detectados esses sintomas é bom procurar imediatamente um médico”, diz o médico.

Nos casos mais graves, além do acompanhamento médico, podem ser necessários a prescrição de medicamentos e o afastamento temporário do trabalho. Alguns sintomas físicos devem ser tratados e observados. “A pessoa tem que aprender a interpretar suas emoções e seu comportamento de modo adequado, refletir sobre como lidar de uma maneira melhor com sua vida. Assim, tende a evitar recaídas”, ensina. Além disso, separar tempo para o lazer e a prática de exercícios físicos pode ajudar no controle de sintomas.

Mas o médico lembra que as empresas também podem ajudar. “Criar ações para favorecer um bom clima corporativo e aliviar o estresse, propiciar condições adequadas ao desenvolvimento das atividades, investir em treinamento, ter clareza nas avaliações de desempenho e respeitar o cumprimento das férias são algumas medidas que a corporação pode adotar”, finaliza.

 Sobre o Laboratório Frischmann Aisengart

O Laboratório Frischmann Aisengart tem mais 70 anos e é considerado uma referência para o segmento de medicina diagnóstica. Possui mais de 600 colaboradores e mais de 30 unidades no Paraná. São mais de três mil tipos de exames de análises clínicas, soluções diferenciadas e alto padrão de atendimento, além do serviço de vacinas. Para mais informações: www.labfa.com.br ou (41) 4004-0103.  Siga o Laboratório Frischmann Aisengart nas redes sociais: Blog – blog.labfa.com.br; Facebook – facebook.com/laboratorio.fa.

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