Drones na construção civil aproximam clientes das obras

Nova forma de relacionamento com o cliente, drones colocam o cliente dentro da obra

Em meio a tratores, paredes de concreto e guindastes, quem passar por alguns canteiros de obras pode se deparar com um veículo aéreo que vem ganhando adeptos em todo o mundo: os drones, também conhecidos como Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado). Antes utilizado somente pelo exército, a máquina vem se tornando uma ótima aliada da construção civil, já que pode mostrar o andamento da obra com muito mais detalhes para o cliente. No Brasil, não existem números oficiais sobre o uso dos drones. Porém, a Associação Brasileira de Multirrotores, entidade recém-criada, fez uma estimativa de 50 mil aparelhos em operação, mas o número pode ser bem mais alto. Dentre as diversas vantagens, os drones podem ajudar a mapear a área onde o projeto será realizado e acompanhar a evolução da obra. O veículo traz benefícios tanto para engenheiros, que podem acessar as estruturas mais altas, onde o alcance é difícil, quanto para os clientes, que podem se inteirar de cada passo da construção.

Drone

Segundo André Marin, diretor de incorporação da Construtora e Incorporadora Laguna, os drones são vistos como uma nova forma de relacionamento com o cliente. “As imagens feitas conseguem captar diversos detalhes em ângulos mais complexos. Os clientes conseguem observar melhor o andamento dos empreendimentos e até mesmo visualizar construções que ainda estão na planta, observando o terreno de cima”, diz.

Além da obra, por meio dos drones é possível simular a vista do apartamento, fazendo o cliente ter a sensação de estar dentro da residência. Na época de lançamento do novo empreendimento LLUM Batel, a Construtora Laguna lançou um óculos com vídeo em realidade virtual com imagens captadas por drones. “Além de uma projeção de como ficaria o prédio, nós utilizamos os drones para mostrar a vista dos apartamentos em diversos cômodos do LLUM, o que deixou os clientes muito mais seguros”, conta.

LLum

Ainda segundo Marin, os drones também são utilizados no “Por Dentro da Obra”, vídeos feitos para os clientes Laguna, que dão detalhes sobre o andamento da obra, além de uma entrevista com o engenheiro explicando os detalhes. “Nossa preocupação é que o cliente saiba exatamente em que pé a obra está. Nos vídeos nós não apenas mostramos, mas explicamos o que está sendo feito e quais serão os próximos passos”, finaliza.

Redução de custos

Outra vantagem dos drones é a redução de custos, já que para produzir imagens aéreas é necessária a contração de pilotos e aluguel de aeronave. Ainda, é possível verificar possíveis erros, que evitam o retrabalho e o desperdício de material.

Regulamentação

Ano passado, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) publicou uma instrução sobre o uso do espaço aéreo por drones, mas ainda não há uma regulamentação própria. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deve divulgar as regras até a Olimpíada, em agosto. Já Curitiba incluiu em seu Plano Diretor regras específicas sobre o uso do espaço aéreo pelos drones. No Brasil, há cerca de dez fabricantes do veículo.

 Sobre a Construtora e Incorporadora Laguna

A Construtora e Incorporadora Laguna completa em 2016 vinte anos de atuação no mercado imobiliário. A empresa é referência na construção de edifícios residenciais, comerciais e corporativos de alto padrão. A Laguna tem como principal conceito a inovação nos empreendimentos desenvolvidos que, além de diferenciados, estão localizados nas regiões mais disputadas de Curitiba. A construtora é pioneira na implantação de certificação ambiental com a conquista do LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design), o selo verde de maior reconhecimento internacional, com o Condomínio Logístico São Carlos, em São Paulo, e com o Edifício Iguaçu 2820, em Curitiba, e tem o primeiro residencial do Brasil a ter a pré-certificação LEED Gold, o LLUM BATEL. Mais informações no site www.construtoralaguna.com.br ou pelo telefone (41) 3259-1800.

2 Comentário

  1. Excelente a matéria. Além de redução de custos com filmagens para fins de publicidade, a filmagem impacta melhor nossas apresentações, especialmente de condomínios logísticos em função de suas grandes áreas construídas.

  2. A autorização de utilização
    do espaço aéreo por aeronaves não tripuladas, utilizadas para fins outros que nã
    o o recreativo, está sujeita à análise do Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA, com base na Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA 100-40),
    de 19 de novembro de 2015 e disponível no link
    (http://publicacoes.decea.gov.br/index.cfm?i=publicacao&id=4262).
    O requerente, identificado como operador do Sistema de Aeronaves
    Remotamente Pilotadas

    RPAS, deverá encaminhar ao Regional do
    Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DECEA, responsável pela área
    pretendida, uma solicitação de utilização do espaço aéreo, em função das
    características da operação a ser realizada e conforme preconizado nos capítulos
    10 e 11 da ICA 100-40.
    Vale ressaltar que, a autorização emitida pelo DECEA se refere,
    exclusivamente, à utilização do espaço aéreo, com fiel observância dos aspectos
    ligados à segurança de voo e de proteção à navegação aérea, não eximindo o
    requerente do que lhe compete ao cumprimento de normas, procedimentos e
    obrigações estabelecidas por outras entidades da administração pública.
    Caso não sejam observadas as regras estabelecidas na legislação acima
    mencionada, o responsável pelas operaçõ às sanções previstas e
    exemplificadas abaixo:
    Art. 33 do Decreto Lei no 3.688 (Lei das Contravenções Penais) – Dirigir
    aeronave sem estar devidamente licenciado;
    Art. 35 do Decreto Lei no 3.688 – Entregar-se na prática da aviação fora da
    zona em que a lei o permite, ou fazer descer a aeronave fora dos lugares destinados a
    esse fim;
    Art. 132 do Decreto Lei no 2.848 (Código Penal) – Expor a vida ou a saúde de
    outrem a perigo direto e iminente; e
    Art. 261 do Decreto Lei no 2.848 – Expor a perigo aeronave, própria ou
    alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação aérea.

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