Dia do Orgasmo promete debater o tema e aquecer o mercado erótico

Em 31 de julho comemora-se o Dia mundial do Orgasmo. Criada em 1999 por sexshops britânicas para promover a venda de produtos eróticos e debater o prazer sexual, a data promete aquecer as vendas do mercado erótico brasileiro, e incentivar a busca pela saúde, bem estar sexual e principalmente pelo prazer feminino.

Preocupação das mulheres é Dsts, dificuldade de orgasmo e dor na relação sexual
Uma pesquisa conduzida pela psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, ouviu 3 mil participantes com idade entre 18 e 70 anos e traçou um perfil contemporâneo do comportamento afetivo-sexual do brasileiro. Foram avaliados indivíduos das principais regiões metropolitanas do País.

Entre as mulheres destacou-se além da preocupação com as doenças sexualmente transmissíveis (45,9% das entrevistadas), a dificuldade para alcançar o orgasmo, condição que afeta quase metade das entrevistadas (43%) com predominância entre as mais jovens, de 18 a 40 anos. Em Belo Horizonte, por exemplo, a maioria da amostra, ou 51%, relata que enfrenta esse problema. Chamou a atenção ainda dos pesquisadores a porcentagem de mulheres (40,3%) que relatam ter dor durante o ato sexual.

A Primeira Treinadora de Orgasmos
Este ano o mercado erótico mundial comemora 70 anos e a Abeme, Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual tem contado sua história em eventos pelo Brasil. No dia do orgasmo a homenageada é Betty Dodson, uma nova iorquina, médica que pode ser considerada como a primeira “treinadora de orgasmos”. Esta mulher sem complexos ensinou mulheres de todas as idades, crenças e procedências uma habilidade aparentemente simples: como se masturbar e uma das técnicas incluía o vibrador elétrico Hitachi.

Produtos para o Orgasmo
Entre os produtos que mais vendem no Dia do Orgasmo se destacam os vibradores femininos que estimulam o clitóris, os géis excitantes que aquecem, pulsam e vibram e os drinks eróticos que impulsionam a libido ajudando a chegar ao grande “O”.

Para o Primeiro Orgasmo com vibrador: É importante manter a mente aberta e prestar atenção nas boas sensações que estão acontecendo em seu corpo. Seja paciente. Um problema recorrente em iniciantes é colocar pressão sobre si mesmo para chegar lá. E é exatamente o oposto de sentir prazer. A excitação sexual nas mulheres não segue em linha reta semelhante a resposta sexual de muitos homens. Você pode ter uma sensação de que se sente muito bem e, em seguida, que irá flutuar ou desaparecer completamente. Nada está errado. Mantenha a respiração enquanto você tenciona e libera seu músculo pélvico. Encontre um outro ritmo com a sua estimulação do clitóris bombeando, pressionando com o vibrador e altere os movimentos pélvicos até pegar a próxima onda de prazer.

Apenas próximo de um clímax seus movimentos pélvicos podem tornar-se mais rápidos e a respiração mais intensa, assim como sua frequência cardíaca aumentar. Ou você pode desacelerar e ficar quieto. Nesse ponto confie em seu corpo até ter o orgasmo. Uma vez que o orgasmo ocorre, não pare. Simplesmente deixe-se levar com a estimulação do clitóris, movendo o vibrador acima ou para um lado. Continue respirando, movendo sua pélvis e bombeando os músculos do assoalho pélvico. Depois de alguns momentos, a hipersensibilidade vai diminuir e para algumas mulheres, o clitóris vai estar pronto para ir novamente à busca do clímax. Nesse ponto, você tem a opção de construção até outro orgasmo ou simplesmente curtir o momento. Algumas mulheres se sentem satisfeitas com um bom orgasmo. Orgasmos felizes! Retirado do texto “Orgasmo primeira vez de Betty Dodson, 2011”.

Fonte: ABEME

 

Presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME), Paula Aguiar é publicitária, pós-graduanda em saúde e educação sexual, consultora do mercado erótico e autora de 15 livros no mercado erótico. Iniciou no setor em 2000, na área de comércio eletrônico e a seguir dedicou-se na distribuição, fabricação, atacado, atendimento e todas as áreas que envolvem a comercialização de produtos eróticos. Paula acompanha as transformações de toda a cadeia produtiva do setor, estuda tendências e direciona mudanças na economia do segmento.

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