Performance [escrevedor de histórias] nas ruas da Cidadania

Curitiba recebe, a partir de 25 de julho, a performance [escrevedor de histórias], uma criação de  Marcel Szymanski em parceria com Rafael Camargo. Com acesso gratuito, a performance passará, até dia 2 de setembro, por diversos pontos de Curitiba, como Regionais da cidade e  Ruas da  Cidadania.

[escrevedor de histórias] nasceu a partir da experiência de Marcel Szymanski no projeto “Perca o ponto mas não perca a História” (2015), ação em que a performance era integrada. O ator em parceria com o diretor e dramaturgo Rafael Camargo, em 2016,  sentiram a necessidade da continuidade deste personagem e seus desdobramentos, que ocupando espaços urbanos do transporte público e logradouros, comoveu, reuniu e provocou emoções das mais variadas.

A partir da experiência do performer com a espectação, em 2015,  pode-se perceber que  algumas camadas e cascas caíram por terra, ficando claro a importância e a necessidade do encontro, do cultivo da memória, de se pensar na saudade como possibilidade do reencontro, de se reescrever enquanto se constrói. O desejo agora é continuar a dar vazão às experiências relacionais, através do encontro do personagem com as pessoas, no acaso.

O Escrevedor circulará por diversos pontos das regionais da cidade na busca do encontro e do registro das histórias de moradores da cidade, criando um mosaico de experiências e vidas. Percebendo  comportamentos e diversas relações, para registrar a nossa cultura através de pequenas histórias.

A Performance Cênica conta com a direção de Rafael Camargo, que também assina ao lado do ator Marcel Szymanski a curadoria das histórias vivenciadas por frequentadores das Ruas da Cidadania que farão parte da publicação impressa com o registro de algumas das histórias coletadas durante o processo, a ser lançada em outubro, tendo distribuição gratuita aos  participantes e comunidade em geral.

“[escrevedor de histórias] é uma maneira de pensar sobre o conviver urbano, a era digital, o analógico, as relações interpessoais, a literatura, a memória, a noção de pertencimento, a cultura, a experiência individual e coletiva”, segundo o diretor Rafael Camargo.

Na performance, o ator munido de sua máquina de escrever, encontra o público afim de ouvir suas histórias e, datilografando, registrá-las. Outra ferramenta de diálogo com o público será a utilização de poemas e textos oriundos da Literatura Paranaense, aproximando a comunidade curitibana aos grandes escritores da cidade, de forma que se estimule o hábito da leitura, da escrita e da criação artística.

O projeto conta ainda com um diário eletrônico das histórias e vivências, que poderá ser acessado via internet(www.facebook.com/escrevedordehistórias), bem como uma oficina teatral onde o ator Marcel Szymanski,  propõe a ampliação das possibilidades artísticas e de cidadania, valendo o direito de todo indivíduo. Segundo  Szymanski: “Aquele que observa atentamente a si e seu meio social, e a partir destes, extrai a matéria prima para sua obra, intervenção, apresentação, etc; reconquista a possível prática do senso crítico, social e estético, pois todo cidadão possui um papel importante na sociedade, e de forma artística poderá dar ainda mais vazão às suas opiniões e questionamentos”.

Sobre o Escrevedor do [escrevedor de histórias]

Ele teria 95 anos de idade nos dias atuais, mas como num filme de ficção científica, entrou numa espécie de máquina do tempo.

Viveu num tempo em que não havia computador, muito menos internet. Sempre acompanhado de sua máquina de escrever, sua caixinha de música, sua mini luneta, e seu exemplar do menor livro do mundo.

Procura registrar histórias em sua máquina de escrever: histórias de amor, histórias de saudade, histórias de luta, histórias de perseverança, histórias de fé, histórias de vida. Cartas para mandar e para não mandar. Busca o olhar nostálgico daqueles que já possuem uma certa experiência, ao se deparar com uma máquina de escrever e todas as lembranças que ela os traz, para contrastar com a novidade no brilho do olhar das crianças, que veem pela primeira vez um objeto que parece não ter mais utilidade, mas que imediatamente as convida para uma divertida experimentação de como as palavras tomam forma através das batidas e da sonoridade das teclas.

Histórias.

Histórias para contar, escrever, ler, ver e ouvir.

SERVIÇO:

de 25 de julho a 2 de Setembro de 2016.

Encontre com o [escrevedor de histórias] nas Regionais do Cajurú, Santa Felicidade, Boqueirão, CIC, Pinheirinho, Bairro Novo, Fazendinha, Boa Vista e Matriz. Para saber sua rota diária , acesse: www.facebook.com/escrevedordehistórias

ACESSO GRATUITO

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