Mulheres cardiopatas que não podem engravidar encontram alternativa em contracepção definitiva

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), 48% das mulheres brasileiras sofrem de doenças cardíacas, entre elas, está a cardiopatia severa que se caracteriza pela deficiência do coração, causando uma diminuição do fluxo de sangue para os pulmões. Esta patologia é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de alto risco para gravidez, pois representa um elevado índice de complicações na vida da gestante.

O uso do anticoncepcional pode agravar ainda mais a saúde das mulheres com este tipo de problema. Por isso, um método inovador de contracepção feminina definitiva, conhecido como Essure, é uma ótima opção para as cardiopatas. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o procedimento minimamente invasivo é uma alternativa à laqueadura cirúrgica.

“Entre os métodos contraceptivos definitivos existentes, o Essure (laqueadura por histeroscopia) é a melhor indicação para estas mulheres, pois a laqueadura cirúrgica (por laparoscopia) necessita de internação, anestesia geral, acesso à cavidade abdominal (corte), analgésicos no pós-operatório, repouso, dispensa das atividades por um período, ou seja, uma série de fatores desfavoráveis. Essure é um microimplante que pode ser colocado em ambulatório, sem necessidade de internação, cortes ou anestesia, por isso é menos invasivo, com menos morbidade e risco menor de complicações”, afirma o Dr. Luciano Gibran, médico Ginecologista e Obstetra, diretor do Núcleo de Endoscopia Ginecológica e Endometriose do Centro de Referência da Saúde da Mulher – Hospital Pérola Byington.

Viviane Honório de Almeida, atualmente com 28 anos, descobriu a cardiopatia com poucos meses de vida. Desde então, faz rigorosos acompanhamentos médicos. Entretanto, aos 23 anos engravidou acidentalmente, porém, teve que interromper a gravidez para que seu coração não fosse sobrecarregado. “No começo, mesmo com os médicos falando que eu não podia levar a gestação adiante, eu achava que iria conseguir. Mas, depois de duas semanas, comecei a passar muito mal com falta de ar, já que a gravidez deixou meu coração mais fraco”, conta.

“A gravidez promove, fisiologicamente, uma sobrecarga ao coração, um aumento natural do trabalho deste órgão. Estas pacientes, sem estarem grávidas, já têm o trabalho do coração dificultado. Como gestantes, a doença potencializa em níveis alarmantes. Isto impede que elas façam pequenos esforços como, por exemplo, escovar os dentes, que já seriam suficientes para entrarem em um estado de fraqueza, de falta de ar e sensação de desmaio. Este quadro pode resultar na interrupção da gravidez, a partir do momento em que se percebe que a gestação coloca em risco a vida da mãe”, explica o Dr. Luciano Gibran.

O especialista lembra que doenças graves do coração são uma das principais causadoras de morte em gestantes. “Precisamos deixar claro que nem todas as mulheres com problemas de coração têm contraindicação para chegar até o fim de uma gravidez”, reforça.

Após interromper a gravidez, Viviane optou por realizar o Essure em janeiro de 2012. “Eu não queria correr o risco de sofrer novamente. O método foi o melhor para a minha saúde pelo fato de ser minimamente invasivo. O procedimento foi rápido e não tive nenhuma complicação”, disse. Casada há seis anos, ela conta que seu marido sempre apoiou suas decisões. “Eu sempre tive o sonho de ser mãe, mas com a cardiopatia isso não é possível. No entanto, temos planos futuros em adotar uma criança”, relata.

Para as mulheres interessadas em ter acesso ao método, o primeiro passo deve ser participar do Programa de Planejamento Familiar. Basta se dirigir até à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência e se inscrever no Programa de Planejamento Familiar.

Sobre o Essure

O Essure consiste em um microimplante macio e flexível, de apenas quatro centímetros, em titânio e níquel (materiais que apresentam excelente compatibilidade com o organismo) que, introduzido pela vagina por meio de um equipamento extremamente fino (Histeroscópio), é colocado em cada uma das tubas uterinas, sem cortes (e por isso não necessita de anestesia), sem liberação de hormônios, sem internação e sem a necessidade de afastamento das atividades diárias.

Nas semanas que se seguem ao procedimento, o corpo e os microimplantes trabalham juntos para formar uma barreira natural que impede o espermatozoide de alcançar o óvulo. Por esse motivo, durante os três primeiros meses, a paciente deve continuar a usar outra forma de contracepção. Após este período, é realizado um exame simples de imagem e, confirmada a oclusão, não é mais necessário o uso de outro método contraceptivo.

O Essure é especialmente indicado para mulheres que apresentam efeitos adversos a outros métodos contraceptivos e que não desejam mais ter filhos. É também uma excelente opção para as mulheres hipertensas, cardiopatas, diabéticas e obesas, entre outras.

Sua tecnologia de ponta permite que o procedimento seja realizado em apenas 8 minutos, com eficácia de 99,8%. Entre as vantagens está a rápida recuperação das pacientes, que podem voltar às suas atividades normais no mesmo dia da colocação do microimplante.

Serviço:

O microimplante Essure é distribuído pela Commed. Informações no site www.commed.com.brou pelo telefone (11) 5081-8282 e SAC 0800-114955.

<jessicav@adsbrasil.com.br>

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.