Céu no Psicodália 2017

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O festival  Psicodália aumenta o ritmo de confirmações de sua próxima edição, que tem Erasmo Carlos como um dos headliners. Outubro começa com o anúncio de que a cantora Céu fará sua primeira participação no evento, com o repertório de seu mais recente álbum, “Tropix”.  E assim, aos poucos, o público vai conhecendo a programação que celebrará as 20 edições do festival, durante o Carnaval 2017, na Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho (SC). Estão confirmados também os shows de Cálix, Perotá Chingó, Recordando o Vale das Maçãs, Metá Metá e Trombone de Frutas, com a participação de Di Melo, além, claro, do eterno ‘tremendão” no show “Gigante Gentil”.

 

Para ficar por dentro de todos os detalhes e saber cada nova atração, basta estar atento ao Facebook e ao site do evento.  Ao todo serão em torno de 50 atrações musicais, além de oficinas, workshops, apresentações teatrais, de cinema e muitas atividades recreativas, para crianças e adultos. Interessados em apresentar propostas de oficinas podem encaminhar suas ideias para a produção por meio do site.  Bandas interessadas em compartilhar os palcos com estas e outras grandes atrações também podem enviar suas propostas no site do evento.

 

O Psicodália será de 24 de fevereiro a 1 de março de 2017, na Fazenda Evaristo, uma área de 500 mil m2 de área verde, que receberá toda uma estrutura de reforço, com portaria, estacionamento, bares e praça de alimentação 24 horas. Terá ainda ambulatório 24 horas, minimercado, feirinha e bazar e cinco grandes áreas de camping arborizadas, equipadas com banheiros, iluminação, limpeza e segurança. Os passaportes estão à venda pelo Disk Ingressos.

 

Os artistas

A carreira de Céu começou em 2005, quando ela foi reconhecida como uma cantora que fugia dos padrões. Seu primeiro disco, “Céu”, foi influenciado pelo samba de raiz e música urbana e rendeu a cantora três indicações ao Grammy. Céu foi a primeira artista internacional convidada a integrar a série “Hear Music Debut”, da rede norte-americana Starbucks, e seu disco de estreia vendeu mais de 200 mil cópias só nos Estados Unidos, a mais alta posição no Top 200 da Billboard.

 

Para o segundo álbum, “Vagarosa” (2009), ela se inspirou na música jamaicana e o disco foi novamente aclamado pela crítica e emplacou o segundo lugar na parada de World Music da Billboard. A estrada foi o tema de seu terceiro álbum, Caravana Sereia Bloom, de 2012, com o qual percorreu o mundo em mais de 300 shows por 20 países. Nos últimos dez anos, Céu já se apresentou nos maiores festivais do mundo, como Montreal Jazz Festival, North Sea Jazz, Coachella, Roskilde, Rock in Rio, SF Jazz, JVC Jazz, entre outros.  E em 2016, depois de 4 anos, a cantora apresentou  seu novo trabalho, “Tropix”,  um disco “sintético, noturno e reluzente”.

 

Erasmo Carlos continua incansável e com 50 sólidos anos de estrada nos brinda com “Gigante Gentil”, álbum de inéditas com a maioria das músicas compostas por ele mesmo. Erasmo Carlos fará o show do Palco Lunar, o maior do evento, na noite de segunda-feira de Carnaval (27/2/2017). No repertório não faltarão os clássicos. Afinal, ninguém é um dos maiores hitmakers da história deste país “impunemente” e, com orgulho de um pai, ele vai desfilar sucessos como “Sentado à Beira do Caminho”, “Mulher”, “Gatinha Manhosa”, “Minha Fama de Mau” e “Festa de Arromba” para alegria do fiel ‘público psicodálico’.

 

A mineira Cálix mostra repertório calcado na experiência de 18 anos de uma caminhada construída com muitos shows, quatro Cds e um DVD na bagagem. O mais recente, de 2016, é “Caminhante”, que reúne canções que evidenciam as principais influências da banda, bebe na fonte inesgotável do folk e tempera sua sonoridade com rock progressivo à moda mineira. O repertório do show deve contemplar músicas dos quatro discos do quinteto formado por Renato Savassi (vocal, flauta, violão e bandolim), Sânzio Brandão (guitarra); Marcelo Cioglia (baixo e vocal); Rufino Silvério (teclado e vocal) e André Godoy (bateria).

 

Perotá Chingó, formada por cantoras argentinas, um instrumentista brasileiro e outro uruguaio, convida para uma viagem musical por ritmos e cantos folclóricos da América-Latina. O minimalismo dos arranjos e a força das vozes compõem uma jornada dinâmica em que diversas influências se encontram e se misturam, entre canções autorais e versões, conduzindo um passeio por zambas argentino, chacareras, sambas brasileiros, candombes, música popular do Chile, Joropo venezuelano de reggae, e muitos outros.

 

O pernambucano Di Melo, por sua vez, vem ao Psicodália para show  compartilhado com Trombone de Frutas. Quarenta anos após o lançamento do seu épico disco de 1975, Di Melo lançou seu segundo trabalho. ‘’Imorrível’ demonstra que sua sonoridade não sucumbiu ao tempo e mantém a mesma intensidade. Já o Trombone de Frutas, nome de destaque da música paranaense atual, conquistou alcance nacional com o lançamento do álbum ‘’Chanti, Charango?’’, viabilizado via financiamento coletivo. A banda, que já tocou com Jards Macalé e o próprio Di Melo, é conhecida pela imprevisibilidade e busca pelo desafio sonoro.

 

Com três discos lançados e dois EPs, Metá Metá tem despertado a atenção da crítica por fazer uma nova abordagem na música brasileira, fundindo elementos da canção brasileira com música africana, jazz e rock. O grupo se destacou também pela aproximação da cultura afro-brasileira difundida pelos cultos afro- religiosos (candomblé) de influência yoruba, fon e bantu. “Metá Metá” em yoruba quer dizer “três ao mesmo tempo”. Seu mais recente trabalho, o álbum MM3, apresenta um novo caminho, com fortes influências da África do Norte, de países como Marrocos, Etiópia, Niger e Mali. MM3 foi gravado ao vivo em três dias e traz em sua sonoridade muita flexibilidade, dinâmica e improvisação, buscando ser fiel à sensação de êxtase, catarse e transe que o grupo transmite em seus shows.

 

Fundada em Santos, em 1974, Recordando o Vale das Maçãs teve várias formações ao longo de seus 42 anos. Nos anos 70 e início de 80 teve seus trabalhos divulgados pela grande mídia, através de emissoras de televisão e rádio difusão. Neste período, o RVM foi contratado exclusivo da GTA (Gravações Tupi Associadas), o que facilitava o acesso aos programas. A partir de 1987 o RVM começa a distribuir sua produção fonográfica na Europa e Japão e é premiado, em 1994 na França e em 1996, na Noruega, o resulta num convite oficial da Embaixada do Brasil na França para um concerto em Paris. Desta forma o RVM foi a primeira banda brasileira de Rock Progressivo a se apresentar oficialmente na Europa. Hoje o RVM é uma das mais antigas bandas brasileiras do estilo em atividade. Giuliano Tiburzio (baixo); Tom Zé Bortoloto (bateria); Lael Campos (teclados) e Fernando Pacheco (guitarra) estão na banda desde 2004 e serão a se apresentar no Psicodália 2017, mantendo a tradição do Psicodália de relembrar, no palco, quem ajudou a construir a história da música brasileira.

 

Serviço:

O que: Psicodália 2017

Quando: 24/02 a 01/03/2017

Onde:  Fazenda Evaristo, em Rio Negrinho (SC)

Passaportes:  http://www.diskingressos.com.br/evento/4570

Informaçõeswww.psicodalia.com.br

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