Centro de Pesquisas do IOP testa nova droga contra o câncer de pulmão

O oncologista clínico do Instituto de Oncologia do Paraná – IOP, Fabricio Martinelli, participou em Barcelona, Espanha, no dia 4 de novembro, de uma reunião para tratativas de um estudo clínico a ser conduzido pelo Centro de Pesquisas Clínicas do IOP. Trata-se do uso de uma nova droga em desenvolvimento para câncer de pulmão de pequenas células.

Na contramão do que vem ocorrendo com a evolução da maioria dos cânceres, o carcinoma de pulmão de pequenas células corresponde à maior causa de mortes por neoplasia nos países ocidentais, numa estimativa de cerca de 13%. Vale salientar que o câncer de pulmão está intimamente relacionado ao uso do tabaco, sendo que as políticas de restrição ao uso deste são responsáveis pelo declínio de sua incidência em cerca de 20% desde a década de 70. É um tipo de câncer com uma característica marcante, a agressividade. Assim, é comum a apresentação como doença metastática, em especial com acometimento do Sistema Nervoso Central e dos ossos.

Muito semelhante ao que ocorre com as neoplasias hematológicas, como o Linfoma não hodgkin, o carcinoma de pequenas células pulmonar é extremamente sensível à quimioterapia, em especial quando é usado mais de um medicamento em conjunto (poliquimioterapia). Aliado ao tratamento, temos, ainda, a radioterapia, que também é importante, principalmente quando a doença encontra-se restrita ao tórax. Finalmente, o papel da cirurgia é restrito na maioria dos casos, tendo em vista o padrão de disseminação precoce do tumor.

Apesar de se ter respostas iniciais em cerca de 80% dos pacientes, a sobrevida em 5 anos é de 2 a 5%, muito baixa em comparação a outros tipos de tumores sólidos. O câncer de pequenas células representa, de fato, um desafio à medicina para os próximos anos. Muitos ensaios clínicos têm sido realizados, com resultados variáveis, mas na sua maioria pouco relevantes. Para Dr. Fabricio Martinelli, “O Centro de Pesquisas Clínicas do IOP conduzirá o estudo do uso da nova droga que é de suma importância na prática clínica, oferecendo talvez uma chance de benefício única aos pacientes com esse tipo de tumor”.

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