Especialista fala sobre alternativas cirúrgicas para o tratamento do Glaucoma

Estimativa indica que existirão 79,6 milhões de glaucomatosos em 2020 e, segundo OMS, a doença é a segunda causa de cegueira irreversível no mundo

Caracterizada por uma lesão no nervo óptico, com perda progressiva do campo visual, o Glaucoma é uma doença que requer grande atenção, porque pode levar à cegueira. Segundo dados mais recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS), trata-se da segunda causa de cegueira no mundo (12,3%), atrás apenas da Cataratas (47,8%). Apesar das causas de cegueira no mundo variarem de acordo com as condições sócio econômicas e geográficas de cada população estudada, o Glaucoma se mantém como uma das principais causas, independentemente da população avaliada. Uma estimativa indica que haverá 79,6 milhões de glaucomatosos em 2020.

Segundo a médica oftalmologista Letícia Tecchio, da Clínica Schaefer, de Curitiba, o tratamento do Glaucoma geralmente visa a redução da Pressão Intraocular (PIO) a níveis em que não ocorra mais a perda do campo visual. “O nível ideal da PIO depende de cada caso e principalmente do grau de evolução do Glaucoma do paciente”, esclarece a médica.

Tratamento a laser
“Na maioria dos casos o tratamento clínico, que é a base de colírios, consegue ser eficiente para manter a PIO baixa. Nos casos em que a PIO não consegue ser controlada com medicações e o paciente tem risco de perder a visão, optamos pelo tratamento cirúrgico”, diz a especialista. O tratamento cirúrgico do Glaucoma pode ser realizado com laser em algumas situações, como a iridotomia em casos de Glaucoma de ângulo estreito, e a trabeculoplastia em casos de ângulo aberto. O tratamento com laser pode ter algum efeito na redução da PIO mas pode não ser o suficiente.

“A principal cirurgia realizada para o tratamento do Glaucoma é a trabeculectomia. Ela consiste na criação de uma fístula de drenagem do líquido intraocular para o espaço subconjuntival Através dessa terapia, o liquido passa de dentro do olho por uma janela na esclera até uma bolsa filtrante”, pontua Letícia Tecchio.

Taxas de sucesso
As taxas de sucesso, em média, ficam ao redor de 80% ao final de um ano. Sucesso nesse caso significa conseguir manter a pressão ocular controlada adequadamente. Os resultados são baseados em médias e podem variar muito para cada paciente. Fatores como a idade, tipo de Glaucoma, cirurgias prévias e os cuidados pós-operatórios influenciam muito no resultado.

A redução da PIO com a trabeculectomia geralmente é a melhor que se pode alcançar. E para manter as taxas baixas, podem ser necessárias várias intervenções no pós-operatório, tanto precoce como tardio. “O funcionamento da bolsa de filtração depende da cicatrização de cada pessoa. A qualidade visual no pós-operatório pode ser bastante afetada, mas no geral retorna aos níveis pré-operatórios após um mês da cirurgia”, diz a médica.

Novas técnicas
Outras técnicas de cirurgias antiglaucomatosas podem ser indicadas, como a escelerectomia profunda não penetrante, implantes de drenagem e cirurgia ciclo-destrutiva. Recentemente vêm crescendo no mercado mundial as técnicas minimamente invasivas chamadas MIGS (Micro Incisional Glaucoma Surgery). Trata-se de pequenos implantes que ajudam a filtração natural do olho, geralmente implantados no mesmo momento da cirurgia de catarata. A recuperação do paciente é muito mais tranquila e com menos complicações que as técnicas tradicionais, mas ainda não dispomos da nova tecnologia no Brasil.

(Divulgação)

Serviço
Oftalmologista Letícia Trevisan Tecchio – CRM 25.540
Site: http://www.schaefer.com.br
Clínica Schaefer Oftalmologia e Neurologia
Endereço: Avenida Getulio Vargas, 2932, Água Verde, Curitiba/PR
Fone: (41) 3027-3807

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.