Solenidade vai debater a importância do diagnóstico precoce no tratamento das doenças psíquicas

Em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, será realizada, na próxima segunda-feira, 03 de abril, solenidade na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para debater a “importância do diagnóstico precoce no tratamento das doenças psíquicas”.

 

Solicitada pelo deputado estadual Felipe Francischini (SD-PR), a solenidade contará com especialistas da área como Dr. Alfredo Jerusalinsky, psicólogo e doutor em desenvolvimento infantil pela USP, Dr. Sérgio Antoniuk, neurologista infantil, Luciana Mendina, jornalista e autora do livro “O autismo tem cura?” e Bernardo José Martínez, filho da Luciana Mendina e autista.

 

Na ocasião, será debatida a importância do diagnóstico precoce para o tratamento das doenças psíquicas, especialmente para o autismo, e a necessidade de que o SUS adote um protocolo, desde o nascimento do bebê até os 18 meses de vida, para detectar o quanto antes possíveis sintomas destas doenças.

 

“Considero o diagnóstico precoce, o tratamento médico e a inclusão social essenciais para o tratamento do autismo. O diagnóstico precoce deve ser feito, de preferência, até os dois anos de idade, quando ainda é possível reverter muitos ou quase todos os sintomas do autismo. Na França, por exemplo, já é possível se chegar a um diagnóstico em bebês com apenas seis meses de vida”, diz Luciana Mendina. “No entanto, temos sempre de levar em consideração que há diferentes graus de autismo, do leve ao severo, e que nem todos responderão da mesma forma ao tratamento”, acrescenta.

 

Para Alfredo Jerusalinsky, no que se refere à detecção precoce para o autismo e outras afecções psicopatológicas já existem hoje instrumentos idôneos, tais como o IRDI e o PREAUT. “Esses protocolos permitem registrar durante os primeiros 18 meses do bebê indicadores de risco sem confundi-los com diagnóstico”, enfatizou.

 

O evento será realizado no Plenarinho da Alep, das 9 às 13 horas, seguido do lançamento do livro “O autismo tem cura?”. Aproveitando as comemorações em torno do autismo, o deputado Delegado Francischini, que também confirmou presença no evento, pedirá a relatoria, em Plenário da Câmara dos Deputados, do PL 5501/13, que prevê a adoção de um protocolo pelo SUS, capaz de identificar possíveis doenças mentais.

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