Hospitais brasileiros espalhados por todo país receberam nos últimos meses uma tecnologia a laser que torna o tratamento do aumento benigno da próstata mais efetivo, rápido e seguro. Conhecida como hiperplasia benigna da próstata (HBP), a condição atinge cerca de 14 milhões de brasileiros – de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia – e não tem relação com o câncer de próstata.

A HPB está relacionada a um crescimento anormal da próstata, que obstrui a uretra, podendo causar problemas no sistema urinário. Entre os sintomas mais comuns da HBP estão: vontade frequente de urinar – principalmente durante a noite, dificuldade para iniciar a micção e jato de urina fraco.

De acordo com o urologista Tiago Borelli Bovo, apesar de não ser um tumor maligno a hiperplasia merece atenção. O check up anual com um especialista pode ajudar na prevenção da doença – que tem a idade como principal fator de risco e pode atingir homens a partir dos 45 anos.

“Os pacientes nem sempre vão aos consultórios preocupados com a HBP, mas, sim, com medo do câncer de próstata. Porém, geralmente o câncer não causa sintomas. Quando isso acontece, em geral, é porque ele está extremamente avançado. É bem comum que o paciente marque uma consulta ao notar os sintomas da hiperplasia”, explica.

De acordo com o especialista, ¾ dos pacientes acima dos 70 anos possuem a próstata em um tamanho maior que o normal e por isso precisarão de tratamento.

Tratamento com laser verde

A tecnologia com laser verde consegue tratar uma próstata seis vezes maior que o normal (uma próstata saudável tem o tamanho equivalente ao de uma noz e pesa cerca de 15 gramas), é mais rápida, evita sangramentos e não oferece risco para pacientes cardíacos. Além disso, o tratamento de vaporização da próstata por meio do laser reduz o tempo de internação e recuperação – o paciente tem alta entre 12h e 24 horas.

“A terapia a laser é um dos tratamentos mais seguros e avançados para HBP disponíveis no Brasil, juntamente com técnicas endoscópicas minimamente invasivas. Além disso, na maioria dos casos não é preciso de anestesia, como a peridural e raquidiana, a sedação já é suficiente para o procedimento. Seus diferenciais estão relacionados principalmente ao pós-operatório, já que o paciente consegue ter alta mais cedo, menos dor, ardor e sangramento”, explica.

Confira as cidades que receberam a tecnologia nos últimos meses e já disponibilizam o tratamento para seus pacientes:

- Ribeirão Preto (SP)

- Poços de Caldas (MG)

- Foz do Iguaçu (PR)

- Curitiba (PR)

- Blumenau (SC)

- Petrópolis (RJ)

- Belo Horizonte (MG)

- Uberlândia (MG)

- Goiânia (GO)

- Porto Alegre (RS)

- Pouso Alegre (MG)

- Salvador (BA)

mariah.noar@comuniquese2.com.br

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