Sobrepeso é a maior causa de apneia do sono

Cerca de 40% da população é afetada por distúrbios do sono, como a insônia, ronco e apneia obstrutiva do sono. A apneia, que é quase uma progressão do ronco, é a situação em que a pessoa ‘para’ de respirar ao dormir, com episódios repetitivos de obstrução da via aérea superior. Quando isto acontece mais de cinco vezes por hora durante o sono, já pode ser considerada apneia leve.

De acordo com a otorrinolaringologista e especialista em Medicina do Sono do Hospital IPO, Adriane Zonato, esta doença atinge mais os homens de meia idade e mulheres após a menopausa. “Outras evidências em que a pessoa está sofrendo de apneia do sono são as consequências de uma má qualidade do sono, como o cansaço, indisposição, alteração de memória, além do envelhecimento, ganho de peso, hipotireoidismo, entre outros”.

Entre as principais consequências da apneia obstrutiva do sono, segundo Adriane Zonato, o cansaço é o mais frequente, e o mais sério é que pode ocorrer um risco de morte aumentado por doenças do coração, como infarto, arritmia e hipertensão arterial.

Para detectar e diagnosticar a doença, percebida apenas por quem acompanha o sono da pessoa, é preciso uma avaliação médica, além do exame chamado polissonografia. Até cinco paradas respiratórias por hora durante o sono é considerado normal, acima disso leve, até 30 moderada e acima disso passa a ser severa.

Tratamentos

A médica ressalta que, como a maior causa da apneia ainda é o sobrepeso (80 a 90% dos casos), o emagrecimento resolveria boa parte das apneias, além da utilização de um aparelho e uma máscara durante o sono, exercícios para fortalecer a musculatura da garganta ou ainda uma placa intraoral, indicada para apneia leve a demorada.

Outras dicas da especialista para o problema é dormir de lado e não de costas, não se alimentar perto do horário de ir dormir e não utilizar álcool à noite, que piora muito a apneia. “A melhor prevenção ainda é não ganhar peso’, ressalta.

Sobre o Hospital IPO

O Hospital IPO é especializado no tratamento de ouvido, nariz e garganta, e conta com uma equipe multidisciplinar de áreas relacionadas à otorrinolaringologia. Atualmente possui o único pronto-atendimento 24 horas da especialidade no sul do País, seis centros de tratamento, estrutura educacional volta a otorrinolaringologia, mais de 150 médicos atendendo em 20 especialidades e mais de 20 unidades de atendimento no Paraná e Santa Catarina.

O grupo surgiu com união de um grupo de professores de medicina da Universidade Federal do Paraná, em outubro de 1992, para a criação de um centro especializado em otorrinolaringologia, ofertando consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos. Em junho de 2000 inaugurou seu hospital, um edifício de 11 mil metros quadrados, dispostos. (redacao6@lidemultimidia.com.br)