[ARTIGO] O que é ser pai?

Assim como um dos maiores desejos de uma mulher é o de ser mãe, muitos homens também tem o de ser pai. Não basta apenas o desejo, pois ser  pai é um dom que não é todo mundo que o possui. Os adeptos do machismo exacerbado acham que ser pai é apenas colocar filhos no mundo e bater o peito “eu sou pai”, apenas para  enaltecer a sua virilidade. Esquece no entanto, dentre as missões de um pais está não só a do sustento do lar, como muitos apregoam, mas a transmissão de segurança,   dos bons exemplos e valores inerentes à condição de “pai” verdadeiro, biológico ou não, mas que tenha de fato, o dom de ser pai.

Ser pai e ser mãe não é a mesma coisa, como muita gente sugere. As atitudes podem até ser iguais, mas a própria natureza desmente isso. A mulher, por exemplo, é sensível, delicada, multitarefas em todos os aspectos, por natureza com o lado emocional mais desenvolvido, desde os mais tenros tempos, sempre foi o maior dos alicerces no lar, pela responsabilidade e cuidados com os filhos e as tarefas peculiares e da educação de berço através de um comportamento, geralmente mais dócil.  Ao contrário do homem, cujo corpo mais embrutecido e racional, às vezes rude, sempre lhe coube as atribuições do sustento, o preparo e orientação dos filhos, para a vida fora de casa, com firmeza de atitudes, etc. Mesmo com em algumas ocasiões os temperamentos se invertem, a complementação vem justamente pelas diferenças e influenciam fortemente na personalidade da criança quando se torna adulta.  Ou seja, o ideal para a consolidação de uma família é que haja concomitância na educação dada pelos pais de forma complementar, da mesma forma como o  “plug” para a tomada, sem a necessidade de conflito  de funções, desde que haja a consciência do papel que cada um deve exercer.

Assim como o verdadeiro exercício da maternidade cabe à mãe o da paternidade ao pai e na pode ser feito para desconsiderar isso. E, mesmo que  por opção ou acaso em algum momento um dos dois venham a assumir as duas funções, nada se compara com a qual realmente lhe é pertinente.  E, mesmo que possam haver pensamentos contrários, a figura masculina é muito importante para o filho ou filha, da mesma forma como a  figura feminina o é. O que se deve observar é a relevância daquilo que vem da própria natureza, desde que haja a preponderância dos dons.

As adversidades do mundo atual faz mães virarem pais e pais virarem mães, baseados no cuidado, no carinho que deve ser dedicado a um  ser que sai do ventre ou apenas para atender a uma necessidade. Não há como negar que amor de pai é diferente do amor de mãe, até mesmo pela constituição genética de seres completamente diferentes que somos e dotados de características que não se confundem.

Enquanto filhos, normalmente pendemos mais para a figura da mãe, talvez pelos tempos que passamos no seu ventre e os cuidados mais próximos, pois sempre as tivemos por perto na infância, na adolescência e até mesmo na fase adulta, mais vezes até que os nossos pais, que só tínhamos mais proximidade à noite, quando retornavam do trabalho, ou nos fins de semana. Ambos com as suas atribuições, mas com objetivos familiares comuns. Nem sempre os valorizamos o quanto deveriam. Esquecemos, no entanto, que eles sempre estão presentes não só quando se preocupam com a nossa manutenção e da família, mas  através dos nossos comportamentos e caraterísticas genéticas, dos exemplos ou na nossa forma de educação, complementando o que, com todo respeito com o que emocionalmente herdamos das mães. A certeza é que jamais teríamos mãe se não houvesse um pai. E a recíproca é também verdadeira. Incrível!!. E ambos merecem o nosso carinho e respeito, mas as mães que me perdoem, mas a data comemorativa é dos pais genéticos ou por adoção, mas principalmente aos que têm o verdadeiro dom. Então:  FELIZ DIA DOS PAIS!

João Carlos da Costa – Policial Civil, Advogado, Bel Químico e Professor. contatos: (41) 99967-3295. e-mail: joao_22@terra.com.br