Anvisa aprova tratamento inédito para arterite de células gigantes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anuncia a aprovação do primeiro tratamento para arterite de células gigantes, também conhecida como arterite temporal, uma doença em que as células de defesa do corpo causam inflamação nos vasos sanguíneos, principalmente as artérias cranianas, ocasionando dores de cabeça, dor na mandíbula, enrijecimento de cabeça e pescoço, perda de visão, febre e fadiga. Caso não tratada adequadamente, a doença pode causar cegueira permanente em até 20% dos pacientes¹.

O medicamento tocilizumabe, comercialmente chamado de ActemraÒ, é desenvolvido pela farmacêutica Roche, líder mundial em biotecnologia, e é o primeiro medicamento aprovado para tratar pacientes adultos com esta doença autoimune grave. Considerada uma necessidade médica não atendida, a Anvisa analisou de forma prioritária a nova indicação do medicamento e aprovou no Brasil em nove meses, apenas quatro meses após a aprovação a aprovação do FDA (Food and Drug Administration), agência regulatória americana referência mundial em análise de estudos e medicamentos. “Essa aprovação reforça o compromisso da empresa em transformar conhecimento científico em benefícios para a sociedade e atender estes pacientes que, até então, não tinham opções seguras”, explica Sandra Horning, chefe global de desenvolvimento de produtos do Grupo Roche.

Atingindo cerca de 2 a cada mil pessoas no mundo todo, principalmente adultos acima de 50 anos²,  o diagnóstico da arterite de células gigantes é considerado difícil devido aos sintomas inespecíficos apresentados e, até então, a única opção de tratamento era limitada a doses elevadas de corticosteroides. De acordo com o reumatologista Alexandre Wagner, chefe do Ambulatório de Vasculites da Unifesp-EPM (Universidade Federal de São Paulo-Escola Paulista de Midicina), o uso de corticosteroides, apesar de controlar a atividade da doença,  se associa ao desenvolvimento de muitos eventos adversos. “A chegada de uma nova alternativa terapêutica para a doença reduzirá o tempo de uso e a dose cumulativa de corticosteroides, que em longo prazo traz inúmeros riscos e complicações para os pacientes como a diabetes, dislipidemia, osteoporose, entre outras complicações”. Além disso, o melhor controle da arterite de células gigantes ajudará a prevenir complicações inerentes à própria doença, incluindo perda de visão, aneurisma da aorta ou acidente vascular cerebral.

O Actemra® é uma molécula biológica anti-receptor da interleucina 6 IL-6, uma proteína que participa dos processos inflamatórios. A aprovação do medicamento para arterite de células gigantes baseia-se no resultado positivo do estudo fase III GiACTA³ que demonstrou que o medicamento, combinado inicialmente com corticosteroides, levou a maior frequência de remissão da doença ao longo de 52 semanas.

Para mais informações, visite www.roche.com.br.

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