O que você precisa saber sobre a blefaroplastia

Quem nunca se olhou no espelho e se sentiu com um ar cansado, envelhecido? Pois saiba que esse aspecto que você considera “pesado” vem das suas pálpebras. Com o passar dos anos, elas perdem a elasticidade, ficam mais flácidas e com mais depósitos de gordura. Resultado: um olhar menos jovial e com uma aparência de cansaço.

A blefaroplastia é uma cirurgia plástica feita nas pálpebras que permite retirar o excesso de pele e as bolsas de gordura. O resultado é o rejuvenescimento do olhar, e, claro, um melhor aspecto facial.

Se você está pensando em fazer um blefaroplastia, é importante entender algumas peculiaridades do procedimento. Com a ajuda da oftalmologista, Dra. Tatiana Nahas, Chefe do Serviço de Cirurgia Plástica Ocular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, elaboramos uma lista. Confira.

  1. Tudo junto: A blefaroplastia pode ser feita em ambos os olhos, tanto nas pálpebras inferiores, quanto nas superiores, desde que não haja nenhuma contraindicação.
  1. Pálpebra superior: Nas pálpebras superiores o objetivo principal é remover o excesso de pele. O lado positivo é que a cicatriz fica imperceptível, pois fica disfarçada no sulco natural da pálpebra.
  1. Pálpebra inferior: Quase sempre, o objetivo da blefaroplastia nas pálpebras inferiores é retirar o excesso de pele e as bolsas de gordura. É um procedimento um pouco mais complexo do que o feito nas pálpebras superiores. A técnica mais usada é a transconjuntival. Ela não produz cicatrizes visíveis e possibilita retirar as bolsas de gordura da órbita sem agredir a pele, a musculatura orbicular e o septo orbital. A incisão (corte) é feita por dentro da pálpebra. Em geral, a transconjuntival é indicada para pessoas com menos excesso de pele.
  1. Padrão Ouro: Hoje, o tratamento considerado “Gold Standard” para as pálpebras inferiores é a retirada das bolsas pela via transconjuntival e a realização de tratamentos coadjuvantes na pele das pálpebras, como laser, peelings, estímulo de colágeno, entre outros, estes realizados pelo dermatologista. Já a técnica transcutânea é feita por meio de cortes das pálpebras, geralmente na região bem próxima da linha dos cílios para deixar uma cicatriz menos aparentes.
  1. Mais natural possível: Com o avanço das técnicas cirúrgicas e dos procedimentos estéticos, busca-se um resultado o mais natural possível. Para isso, é importante procurar um médico com profundo conhecimento da dinâmica palpebral e das necessidades de proteção do olho, como os oftalmologistas especializados em cirurgia de pálpebra, por exemplo.
  2. Nem todo mundo é candidato à cirurgia: Como toda cirurgia, a blefaroplastia envolve algum risco. Embora ele seja pequeno, os especialistas não recomendam a operação para pessoas que usam anticoagulantes e que não podem ficar sem a medicação por ordem médica. De qualquer maneira, antes de fazer a cirurgia, o paciente passa por um rigoroso processo pré-operatório.

danielle@agenciahealth.com.br