Teste do Pezinho Ampliado pode diagnosticar fibrose cística

0
139

Dia 8 de setembro é o Dia Mundial da Fibrose Cística, doença genética que ainda não tem cura. A doença afeta os pulmões, pâncreas e o sistema digestivo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 50 mil pessoas tenham fibrose cística no mundo – no Brasil, o número seria entre 1.500 e 1.700 indivíduos.

Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart – que integra a Dasa -, explica que os pacientes com a doença produzem 30 a 60 vezes mais muco do que o normal. “Esse muco acumula bactérias e germes nas vias respiratórias, podendo causar tosses, inchaços, inflamações e infecções como bronquite e pneumonia, além de bloquear o trato digestivo e o pâncreas, impedindo que as enzimas digestivas cheguem ao intestino”, explica a médica.
Pacientes com fibrose cística podem apresentar os primeiros sintomas logo nos primeiros meses de vida. Myrna Campagnolli explica que o Teste do Pezinho Ampliado pode identificar se o recém-nascido possui risco de ter fibrose cística. “Com o teste é possível fazer o primeiro diagnóstico de fibrose cística, e se der positivo, deve ser repetido e confirmado pelo Teste Genético ou pelo Teste do Suor, para que o tratamento da doença se inicie brevemente.”
Myrna Campagnolli comenta ainda que o Teste do Pezinho Ampliado detecta doenças genéticas e pode também indicar deficiência de G-6-PD, galactosemia, leucinose e taxoplasmose congênita. “É um exame indispensável para os recém-nascidos e deve ser feito após as primeiras 48 horas do nascimento do bebê até o 5º dia de vida.”, finaliza.