Cirurgia do vestido curto com fenda: entenda o que é o thighlighting, tendência nos Estados Unidos

Podendo combinar lipoaspiração, lifting, bioestimuladores e até implantes de panturrilha, procedimento visa melhorar aparência global das pernas e melhorar a harmonia dessa estrutura com o restante do corpo.

Cirurgia do vestido curto com fenda: entenda o que é o thighlighting, tendência nos Estados UnidosQuando o assunto são as pernas, o principal incômodo de grande parte das pessoas é a celulite. Mas para muitas mulheres apenas o tratamento dessa alteração não é o suficiente para alcançar as pernas dos sonhos, especialmente para aquelas que gostam de usar roupas mais reveladoras, como saias curtas e vestidos com fenda. Por isso, a cirurgia thighlighting vem ganhando cada vez mais espaço e já é tendência nos Estados Unidos. Lá, o procedimento ganhou o apelido de ‘cirurgia do vestido curto com fenda’, uma vez que mulheres estão procurando cirurgiões plásticos para conquistar pernas iguais às de celebridades famosas no tapete vermelho, como Bella Hadid e Jennifer Lopez. “O thighlighting consiste na associação de uma série de procedimentos para melhorar a aparência das pernas e torná-las mais harmônicas com o corpo, podendo incluir, por exemplo, lipoaspiração, bioestimuladores de colágeno, implante de panturrilha e lifting”, explica o cirurgião plástico, Dr. Mário Farinazzo, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Segundo o especialista, a combinação de procedimentos escolhidos para compor o thighlighting vai variar caso a caso, dependendo das características da paciente e das alterações que precisam ser tratadas. Por exemplo, a aplicação de bioestimuladores de colágeno pode ser utilizada em casos em que a paciente apresenta celulite. “Através do estímulo de colágeno proporcionado pelas injeções com bioestimuladores, ocorre uma reorganização dos septos fibrosos responsáveis por sustentarem o tecido adiposo, o que promove a melhora da celulite e do aspecto de casca de laranja da pele”, destaca. Já para melhorar o contorno da coxa, a lipoaspiração pode ser recomendada. “Ideal para remover a gordura localizada da região, a lipoaspiração consiste na inserção de uma cânula na coxa que é movida para frente e para trás para quebrar os depósitos de gordura e removê-los por meio de sucção. Em alguns casos, como quando a retirada da gordura tem altas chances de resultar em flacidez, pode-se realizar também a lipoaspiração a laser, que é feita com o auxílio de uma fibra que aquece a gordura e a pele antes da realização da aspiração tradicional. Esse aquecimento provoca uma retração na pele, o que diminui a flacidez do tecido”, completa o cirurgião.

Por sua vez, quem já sofre com flacidez das pernas pode optar por incluir no thighlighting uma cirurgia de lifting. “Realizado sob efeito de anestesia geral, o lifting consiste em incisões na região da virilha ou na parte inferior dos glúteos a partir das quais o cirurgião remove o excesso de pele e estica o tecido que sobrou, remodelando as coxas e devolvendo firmeza e harmonia para as pernas”, afirma o especialista. Por fim, o implante de silicone nas panturrilhas é ideal para quem quer ganhar volume na região ou sofre com algum tipo de atrofia muscular. “Semelhantes àquelas usadas na mamoplastia de aumento, as próteses de silicone implantadas nas panturrilhas tendem a ser um pouco menos volumosas e mais rígidas e lisas, sendo colocadas a partir de uma incisão realizada na parte de trás do joelho e apresentando resultados imediatos.”

Dessa forma, se bem indicado, o thighlighting é capaz de melhorar a proporção, tamanho, forma e contorno das pernas, tornando-as mais elegantes e harmônicas com seu corpo. Com relação ao preço, tempo de duração, resultados e downtime da cirurgia, tudo vai depender de quais procedimentos serão associados. “Geralmente, quando procedimentos cirúrgicos são combinados, como no caso do thighlighting, exige-se um cuidado maior no pós-operatório pelo trauma ser maior. Dessa forma, é fundamental que o paciente adote uma alimentação balanceada e hidrate-se bem no pós-operatório, além de respeitar o tempo de recuperação, evitando fazer esforços durante esse período, principalmente se envolver atividades que possam prejudicar o processo de cicatrização”, recomenda o cirurgião plástico.

O médico ressalta ainda que, por associar diversos procedimentos, o thighlighting não é recomendado para qualquer um. “Por ser um procedimento mais complicado do que uma cirurgia plástica convencional, alguns cuidados devem ser tomados, sendo que o mais importante é procurar por um cirurgião plástico de confiança e bem preparado, que poderá avaliar uma série de critérios diferentes para decidir se a combinação de diferentes cirurgias é realmente recomendada para você”, aconselha o Dr Mário Farinazzo. Entre os fatores que determinam se é possível associar cirurgias destacam-se o tempo de realização do procedimento e o sangramento estimado durante a realização do procedimento. “Certos procedimentos, como a lipoaspiração realizada durante o tightlighting, tendem a causar um sangramento mais intenso, sendo importante então que essa questão seja corretamente avaliada pelo médico para evitar riscos à saúde da paciente”, finaliza.

FONTE: DR. MÁRIO FARINAZZO – Cirurgião plástico, membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Chefe do Setor de Rinologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o médico é especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Professor de Trauma da Face e Rinoplastia da UNIFESP e Cirurgião Instrutor do Dallas Rinoplasthy™ e Dallas Cosmetic Surgery and Medicine™ Annual Meetings. Opera nos Hospitais Sírio, Einstein, São Luiz, Oswaldo Cruz, entre outros. www.mariofarinazzo.com.br