Prevenção de doenças renais deve começar na infância

Diferentemente do que muitas pessoas pensam, o público infantojuvenil também pode ser vítima de doenças renais. O comprometimento dos rins afeta o crescimento, o desenvolvimento cerebral e a qualidade de vida de crianças e adolescentes. Na infância, essa doença silenciosa é considerada grave e, em casos extremos, pode levar à hemodiálise e ao transplante de rim. Situações que afetam também o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social do paciente. Em lembrança ao Dia Mundial do Rim, 10 de março, o Hospital Pequeno Príncipe reforça alguns cuidados às crianças que devem ser incentivados pelos pais e podem ser, facilmente, incorporados à rotina da família.

Incentive a criança a:

– Beber água.

– Praticar exercícios físicos diariamente.

– Não consumir muito sal, açúcar e comidas industrializadas (como salgadinho, bolacha recheada, refrigerante, achocolatado, embutidos, entre outros).

– Fazer xixi a cada três ou quatro horas e sempre que tiver vontade.

 

Como responsável:

– Controle o peso corporal da criança.

– Não dê medicamento sem prescrição médica (inclusive anti-inflamatórios).

– Evite situações que provoquem a desidratação da criança (como exposição prolongada ao sol e pouca ingestão de água).

– Consulte um pediatra regularmente.

“Os pais podem ficar atentos para esses sinais que podem indicar um comprometimento renal na infância. Nesses casos, é importante procurar o pediatra ou a unidade básica de saúde mais próxima da residência para esclarecimentos”, orienta a nefrologista pediátrica do Pequeno Príncipe, Lucimary Sylvestre. Ela destaca a importância do diagnóstico precoce para evitar que a criança ou o adolescente chegue ao hospital com o problema renal avançado – o que limita o tratamento.O equilíbrio do organismo se deve, em grande parte, ao trabalho dos rins. É o órgão que atua na limpeza das impurezas do sangue, controle da pressão arterial e é essencial para o pleno funcionamento do corpo. Em caso de mau funcionamento desse órgão, o diagnóstico precoce é importantíssimo.

 

Alerta

Entre os sinais que podem indicar o comprometimento renal está a alteração na urina (frequência de ir ao banheiro, cor da urina, se a criança faz xixi na cama ou na roupa com frequência ou sente dor ao urinar). Outro indicativo que precisa ser observado é a pressão arterial. “Crianças acima de três anos precisam ter a pressão arterial verificada em consulta de rotina ao pediatra. Se estiver elevada, é necessário fazer uma investigação para descobrir a causa”, alerta a nefrologista. O inchaço no corpo também é preocupante, especialmente se a criança inchar de maneira inesperada.

Histórico de doença renal na família, como rim policístico e cálculo renal, por exemplo, bem como portadores de diabetes, mielomeningocele e lúpus também devem ter atenção redobrada.

 

Serviço de Nefrologia do Hospital Pequeno Príncipe

Referência no atendimento infantojuvenil, há 30 anos o Hospital Pequeno Príncipe oferece o serviço de Nefrologia específico no tratamento de crianças e adolescentes. Por mês, realiza mais de 600 consultas. Único serviço que oferece hemodiálise para o público infantojuvenil no Estado, o serviço atualmente atende cerca de 50 pacientes. Desde 1989 realiza transplantes de rim. De lá pra cá, já totalizou 320, sendo quatro somente em 2016. <camila.mendes@hpp.org.br>

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