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Estética X Conforto: a democratização do Designer de Interiores

Quem não pensa em mudar pelo menos um cantinho da casa¿ Pois é, existem cada vez mais profissionais qualificados para planejar e executar tudo aquilo que você sonha em fazer no seu lar. O mercado do designer de interiores é um dos que mais cresceram nos últimos anos. Uma das explicações para isso é o entendimento das pessoas, de que o belo não está mais associado apenas a algo supérfluo. É uma questão de conforto, e até mesmo de saúde.

O arquiteto, Ricardo Sardo, tem mais de 40 anos de experiência no setor e tem acompanhado e se atualizado a cada novidade. Segundo ele, o principal desafio do designer de interiores é otimizar os espaços. “Para isso é fundamental saber o perfil dos moradores e as atividades que desenvolvem em casa, para que o projeto atenda ao máximo as demandas. Por exemplo, se exercem atividades que necessitam de bastante luz natural ou se necessitam de um conforto térmico e acústico maior”.

E não são poucas as contribuições que um bom projeto de designer de interiores pode promover. “O layout de móveis otimiza o espaço de utilização e circulação, além de garantir os cuidados com a ergonomia. Um rebaixamento de gesso com a cor adequada trazer mais luz ao ambiente e as cores de cada cômodo podem impactar no humor dos moradores”, explica.

Com tantos benefícios fica claro que a questão, de fato, não é apenas estética. “Hoje, até mesmo quem não tem tanta condição financeira investe nisso. Houve um acréscimo de renda de um modo geral nos últimos anos e as pessoas passaram a entender que o designer de interiores não é uma questão de luxo, e sim, de conforto”.

Em alguns casos também é possível reaproveitar móveis antigos e/ou de qualidade, em novos projetos. “Fazemos a adequação para manter peças assim, pois geralmente fazem parte da história do dono. É quase que um resgate da vivência que o morador teve com aquele peça”, destaca Ricardo Sardo.

Ricardo Sardo

Ricardo Sardo é natural de Porto Alegre. Se formou no início dos anos 80 e estudou um período na Inglaterra e na Argentina. Logo que ingressou no mercado de trabalho o país enfrentou uma grave crise de desemprego, que fez com que muitos profissionais desistissem da área. Ricardo persistiu e atuou em áreas afins, como engenharia, teatro, marketing e cerâmica, o que agregou a sua formação e compreensão dos diversos setores e processos da arquitetura. Mas o foco do arquiteto sempre foi a criação do próprio escritório. Chegou em Toledo, no Paraná, em 1992, com 9 anos de formação e um amplo repertório agregado ao processo criativo.  Entre os principais projetos do arquiteto está o Teatro Municipal de Toledo, a Faculdade Sul Brasil, Planos Diretores e uma casa em Londres. Atualmente, além do escritório, Ricardo atua como professor universitário, em disciplinas como Planejamento Urbano.

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