Região sul é destaque por alta taxa de doadores efetivos de órgãos

Enquanto o esperado para 2016 era de 16 doadores por milhão de população (pmp), Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram números superiores a 25 pmp

 

Em contramão aos dados nacionais, divulgados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a região Sul do país apresentou um aumento no número de doadores efetivos de órgãos. O previsto para este ano era de 16 doadores pmp, mas as taxas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul são superiores a 25 pmp.

Mesmo com o cenário favorável, a lista de espera por um órgão ainda é grande. No Paraná, 26 crianças aguardam pelo procedimento cirúrgico de alta complexidade. Por conta disso, neste 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos, o alerta ainda é para a conscientização.

“O direito à vida é um princípio fundamental. Não é apenas papel do Estado garantir isso, mas de todos nós, como cidadãos que somos”, defende o diretor clínico do Hospital Pequeno Príncipe, Donizetti Dimer Giamberardino Filho. Considerada um dos principais centros de transplante pediátrico do Estado, a instituição realizou 21 procedimentos desse tipo no ano passado.

Superação

Maria Isabela de Castro, de dez anos, foi listada na fila de espera prioritária, em 2014, para receber um novo coração. Isso depois de ser diagnosticada com uma dilatação no ventrículo esquerdo e sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Em menos de 15 dias, Maria Isabela conseguiu um doador compatível e foi submetida a um transplante de coração. A cirurgia foi um sucesso e depois de três anos, a menina fala sobre a superação. “Eu me recuperei bem do meu transplante e os meus exames deram todos certos. Depois da cirurgia também pude aprender a andar de skate, esse era o meu sonho”, contou.

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<camila.mendes@hpp.org.br>

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