Mitos e verdades sobre as próteses mamárias

A cirurgia de próteses mamárias, também conhecida como mamoplastia de aumento, é uma das mais realizadas no Brasil atualmente. O procedimento ajuda na melhora da autoestima, pois além de aumentar o volume, melhora a projeção das mamas, a flacidez e corrige assimetrias. Porém, a cirurgia ainda é cercada de dúvidas. Para esclarecer algumas questões, dr. Alexandre Audi, cirurgião plástico do Sírio-Libanês listou os mitos e verdades mais comuns que toda mulher precisa saber. “A mamoplastia de aumento é hoje uma cirurgia relativamente simples, segura e com alto índice de satisfação das pacientes, o que a fez tão popular nos dias atuais”, explica o especialista.

– A prótese pode causar câncer?

Esse é o mito mais comum relacionado às próteses de silicone. Mas não é verdade! Estudos multi-cêntricos realizados com pacientes nos EUA e países da Europa comprovaram que não há relação entre o câncer de mama e o uso das próteses de silicone. “Outra dúvida recorrente é se a prótese atrapalha a realização da mamografia – exame que rastreia o câncer de mama. Também existem estudos que confirmam que o fato de ter prótese não altera o diagnóstico de patologias mamárias”, explica o Dr. Audi.

– A cirurgia atrapalha ou impede a amamentação?

Não há estudos que comprovem que a prótese atrapalhe o aleitamento materno. Além disso, as próteses são revestidas por uma cápsula resistente e o silicone interno é altamente coesivo, não vaza nem escorre .  “Dependendo da indicação individual de cada paciente, a prótese pode ser colocada atrás da glândula mamária ou atrás do músculo para não atrapalhar as futuras mães. Por isso, é importante conversar com o cirurgião plástico para decidir qual é a melhor indicação”.

– A prótese pode romper ou estourar?

É raro, mas pode acontecer. Para isso, geralmente é necessário um trauma de alta energia, como um acidente automobilístico, por exemplo. A prótese é elástica, resistente e dificilmente se rompe.

– Há alteração da sensibilidade das mamas?

Pode ocorrer uma perda de sensibilidade em alguns casos, que quando ocorre, frequentemente é temporária. Em raros casos ela pode ser permanente. Geralmente a sensibilidade retorna após alguns meses da cirurgia.

– As próteses precisam ser trocadas?

Sim.  Como qualquer material há um desgaste natural da prótese e ela precisará ser substituída. “Não há um tempo exato em que as próteses devem ser trocadas. O corpo de cada paciente reage de maneira diferente, sendo assim, cada paciente terá a necessidade de trocar a prótese em tempos diferentes conforme a sua evolução.

– Há um limite de idade para colocar as próteses?

Não existe idade especifica pra colocar a prótese de mama, podendo ser antes ou depois dos filhos. Adolescentes acima de 16 anos podem realizar a cirurgia desde que tenham autorização dos pais. “Nesses casos, é fundamental a maturidade física, ou seja, aguardar o desenvolvimento completo mamário para que a cirurgia seja realizada. Além disso, é preciso ter certeza que a adolescente tem maturidade psíquica e emocional para realizar o procedimento”.

– O pós-operatório é complicado?

Não é verdade.  Geralmente há apenas uma dor leve que pode ser combatida com analgésicos simples. “É importante evitar deitar de bruços e movimentação excessiva dos braços.  É preciso usar um sutiã compressivo por dois meses e pode-se voltar as atividades habituais em torno de duas semanas. A atividade física de membros superiores deve ser evitada por dois meses”.

– O organismo pode rejeitar a prótese?

Em casos extremamente raros, pode haver uma reação do organismo contra a prótese e sendo necessária a retirada da prótese.

 

SOBRE O DR. ALEXANDRE AUDI – Formado pela Faculdade de Medicina da USP-SP, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC). É cirurgião plástico do Hospital da Aeronáutica de São Paulo e do Núcleo de Feridas Complexas do Hospital Sírio-Libanês. Realizou internato médico com equivalência na conceituada Harvard Medical School em Boston, e especialização em Microcirurgia Reconstrutiva e Reconstrução Mamária, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, após o término da residência médica em Cirurgia Geral e em Cirurgia Plástica neste mesmo hospital, tendo título de especialista pela AMB e pela SBCP. <bdwcomunica2@gmail.com>

1 Comentário

  1. Amei a matéria. Eu já coloquei próteses de silicone na Montenegro Cirurgia Plástica e adorei o resultado, ficou bem natural, indico!

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.