Páscoa saudável: nutricionista do HCor esclarece os mitos e verdades sobre o chocolate

Durante a Páscoa, temos acesso a uma variedade imensa de chocolates. Porém alguns tipos são mais saudáveis do que outros. Enquanto o chocolate branco ou ao leite é mais calórico e contém maior quantidade de gordura, o meio amargo tem menos calorias e apresenta uma rica quantidade de antioxidantes, como os flavonoides, cuja ação inibe o acúmulo de LDL no sangue (colesterol ruim), o que ajuda no combate à aterosclerose. Essa doença cardiovascular consiste no acúmulo de gordura nas artérias e pode ocasionar graves problemas de saúde, como infarto e AVC.

Porém a gerente do Serviço de Nutrição do HCor (Hospital do Coração), Rosana Perim, alerta que, mesmo sendo mais saudáveis, os chocolates meio amargos, assim como todos os outros, devem ser consumidos com moderação, pois em excesso podem contribuir com o aumento do peso.

Embora sejam comprovados os benefícios do chocolate para as doenças cardiovasculares, é importante ressaltar que o consumo deve ser em pequenas quantidades, uma vez que o chocolate contém gordura saturada e açúcar que, em excesso, podem trazer efeitos nocivos à saúde. “O consumo moderado de chocolate é de 30 gramas de chocolate amargo (70% a 90% de cacau) por dia – por conter menores quantidades de gordura e açúcar – além de quantidades significativas de antioxidantes”, esclarece Rosana Perim.

Por ser um alimento antioxidante, o chocolate pode ajudar na boa saúde do coração, mas precisa ter cautela. Segundo a nutricionista do HCor, o valor nutricional encontrado em 20g de chocolate, em geral, gira em torno de 140 calorias, o que seria o ideal para uma dieta equilibrada. “Em datas como a Páscoa, as pessoas costumam consumir, no mínimo, cerca de 100g de chocolate em um mesmo dia. Isso já representa aproximadamente 700 calorias. Ou seja, mais que o triplo do recomendável. Independentemente do tipo de chocolate que se vai consumir, é preciso evitar exageros sempre”, alerta.

Mitos e verdades sobre o chocolate:

Verdade: o chocolate diet apresenta apenas restrição de açúcar, mas muitas vezes a quantidade de gordura e calorias é maior do que o produto tradicional

Mito: o consumo de chocolate não causa dependência do organismo. Na verdade, as pessoas têm desejo por chocolate porque gostam da sensação de come-lo

Verdade: o chocolate contém estimulantes, como a cafeína e a teobromina, que geram um efeito energético e pode atuar na concentração e na capacidade física de quem o consome em quantidades moderadas

Verdade: o consumo excessivo de ovos de páscoa pode interferir na redução e controle do peso. Dependendo do tipo, um ovo de páscoa pode conter até 2.500 calorias.

Branco, ao leite ou amargo?

Quanto mais cacau tem o chocolate, maior sua concentração de antioxidantes e estimulantes. Por isso, a recomendação é para o consumo do chocolate amargo (70% a 90% de cacau). O chocolate amargo possui alta concentração de flavonoides – por isso sua característica de cor escura e paladar amargo. É considerado o mais saudável e menos calórico. Uma barra de 30 gramas fornece 150 calorias. Já o meio amargo (40 a 60% de cacau) também faz bem ao organismo, mas deve ser uma opção secundária, por conter mais açúcar do que o amargo.

“A versão ao leite, que leva mais leite e açúcar do que cacau, possui um teor de cacau entre 30% a 40%. Uma barra de 30 gramas fornece 159 calorias. Já o chocolate branco, é composto por manteiga de cacau, açúcar, leite e gordura saturada. Uma barra de 30 gramas do chocolate branco fornece 164 calorias. Em quantidades elevadas, os dois tipos podem prejudicar a saúde”, pondera Rosana Perim. (rita@targetsp.com.br)

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