Óleo de coco, aliado ou ameaça?

Foto: banco de dados Shutterstock

Criou-se, recentemente, uma grande discussão em torno do consumo de óleo de coco. O produto chegou ao mercado com aura de milagroso e foi conquistando adeptos mundo afora, inclusive no Brasil. Em reação, alguns profissionais e sociedades médicas se posicionaram publicamente contra o consumo do produto ou, pelo menos, diminuindo seu status, com as mais diversas justificativas, entre elas a de que não havia comprovação científica de que seja benéfico.

Tentando esclarecer definitivamente o papel do óleo de coco em relação à saúde, o cardiologista e nutrólogo Lair Ribeiro escreveu um artigo de revisão da literatura científica a respeito que foi aceito para publicação no final de abril pelo Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, Jornal Brasileiro de Pesquisa Clínica e Cirúrgica na tradução para o português. No trabalho, o médico o descreve como um superalimento funcional e conclui que o óleo de coco é capaz de promover inúmeros benefícios. Ele ainda afirma que não foi encontrada nenhuma referência científica na literatura médica que indique que o seu uso seja, de alguma forma, prejudicial.

Ao longo do texto, Ribeiro comenta pesquisas feitas em vários países e lista, entre suas descobertas, que o consumo do óleo de coco, em detrimento de outros óleos, reduz a incidência de doenças cardiovasculares, modula o peso – nutrindo desnutridos e ajudando os que querem perder peso, possui ação antibiótica, anti-inflamatória, antiviral, antifúngica e pró-imunológica.

A médica Joana Iarocrisnki, adepta da medicina integrativa, diz que “apesar de não ser a resposta para todos os problemas do mundo em relação à saúde, o óleo de coco auxilia na absorção de nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais, não é armazenado no corpo em forma de gordura, provoca sensação de saciedade, é menos calórico do que os produtos similares e, ao contrário deles, não tem gordura trans. Além disso, é capaz de reduzir o colesterol ruim, aumentar o bom e ainda não requer insulina para ser metabolizado”.

Joana costuma recomendar o consumo do óleo de coco aos seus pacientes e explica que, se bem utilizado, ele oferece uma série de benefícios a curto, médio e longo prazo, controlando doenças pré-existentes e evitando o aparecimento de outras, além de ser um ótimo aliado nutricional em programas de perda saudável de peso quando associado a outros cuidados e ao acompanhamento profissional. “A diferença entre o remédio e o veneno está na dose”, afirma ela.

O artigo completo pode ser encontrado em www.drajoanaiarocrinski.com.br.

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