Gestão de talentos é fundamental para um RH estratégico

Grandes talentos estão ligados a melhores resultados na empresa. Uma das maneiras de mesurar estes resultados é por meio do Retorno sobre Investimento (ROI) no capital humano

Os departamentos de Recursos Humanos encontram uma série de desafios no dia a dia. Além da parte administrativa, um trabalho fundamental é a gestão de talentos, um compromisso do RH em contar com os mais talentosos profissionais do mercado. Isso surgiu devido à necessidade competitiva de reter equipes de alto desempenho e de identificar potenciais talentos nas organizações.

Na avaliação de Susane Zanetti, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PR), a gestão de talentos é uma área decisiva para um  RH estratégico. “Ela busca identificar potenciais talentos na sua organização. Obter melhores talentos está ligado a obter melhores resultados. E as organizações buscam cada vez mais mensurar o Retorno sobre Investimentos (ROI) no capital humano”, afirma. A importância do ROI sobre o Capital Humano é o tema principal do Seminário de 5 anos do Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista (IBGTr), que acontece no dia 28 de junho, em Curitiba.

O Retorno sobre Investimento (ROI) é um indicador utilizado pela maioria das empresas para medir os resultados econômicos e financeiros de seus investimentos. No caso do capital humano, ele é medido com base nos resultados de projetos em que os trabalhadores estejam envolvidos.

O profissional de RH tem múltiplos papéis. “Além de contribuir com a criação de culturas saudáveis, faz a gestão de talentos, lida com novas modalidades de relações de trabalho e é facilitador do processo de gestão da mudança”, afirma Susane, destacando o papel estratégico da área. “É ele quem ajuda a cultura empresarial a adaptar-se a ambientes em mudança, para que a empresa tenha o posicionamento correto para responder aos desafios que enfrenta”, diz.

Além de atrair e gerenciar, o RH tem o papel de reter os talentos em uma empresa. Uma pesquisa recente produzida em parceria com o Grupo Adecco e o Human Capital Leadership Institute de Singapura (HCLI), mede a capacidade dos países para competir por talentos. O Índice de Competitividade Global de Talentos (Global Talent Competitiveness Index, GTCI), mede como os países capacitam, atraem e retêm seus talentos, fornecendo recursos para que os tomadores de decisão desenvolvam estratégias para aumentar sua competitividade.

Dentre os 118 países avaliados, o Brasil ocupa a 81ª posição. Suíça, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos são os melhores avaliados. “A pesquisa deste ano explora os efeitos da ascensão tecnológica em relação à competitividade de talentos, mostrando que, embora empregos em todos os níveis continuem sendo substituídos por máquinas, a tecnologia também está criando novas oportunidades de trabalho. No entanto, empresas e profissionais deverão adaptar-se a um ambiente de trabalho em que o know-how tecnológico, as habilidades pessoais, a flexibilidade e a colaboração são essenciais para o sucesso, bem como à nova estrutura horizontal que está substituindo hierarquias como uma inovação na configuração de liderança”, afirma Susane.

Mais informações sobre o Seminário de 5 anos do IBGTr e a programação completa do evento estão disponíveis no site www.ibgtr.com.br.