Julho: mês do câncer ginecológico alerta sobre 5 tipos da doença

Muito se fala sobre a saúde da mulher, especificamente sobre o câncer de mama, durante o Outubro Rosa. Mas poucos sabem que o mês de julho também é dedicado a elas. A fita verde escura representa o combate ao câncer ginecológico, que compreende basicamente 5 tipos de tumores: colo de útero, endométrio, ovário, vulva e vagina. A estimativa do INCA é que no Brasil, em 2016, ocorreram 16.340 casos de câncer de colo de útero e 6.150 de câncer de ovário.

Segundo o Dr. Fábio Roberto Fin, médico especialista em Cancerologia Cirúrgica do Hospital São Vicente, alguns sinais merecem a atenção da mulher: dor pélvica – abaixo do umbigo, dor persistente nas costas, sangramento vaginal anormal, seja para mulheres em idade fértil ou na pós-menopausa, perda de peso inexplicável, inchaço no abdômen ou alterações intestinais e feridas na vulva e na vagina.

O câncer de colo de útero pode ser prevenido e está relacionado ao vírus HPV – papilomavírus humano. Mas ter o vírus somente não significa ter a doença, é preciso que junto a mulher tenha a lesão de colo uterino. “Por isso, é importante realizar o exame preventivo de Papanicolau anualmente. O ideal é que toda mulher após a primeira relação sexual consulte seu ginecologista regularmente. Ainda para o câncer de colo de útero, temos duas vacinas que combatem os principais tipos virais do HPV. Em países que adotaram a vacina há mais tempo, por exemplo, temos dados de redução substancial das lesões pré-cancerígenas do colo uterino, induzidas pelo vírus do HPV”, explica o especialista.

Sobre os fatores de risco – o que não significa que a doença se desenvolverá – para o câncer de colo de útero, além da presença do vírus HPV, também contribuem o início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros e o tabagismo.

Para o câncer de ovário são fatores de risco: idade superior a 40 anos, não ter tido filhos, ser mãe acima de 30 anos, histórico familiar, uso de anticoncepcional e terapia de reposição hormonal. Para câncer de útero, contribuem: obesidade, tabagismo, uso do tamoxifeno e sedentarismo. Já o número de gestações é um fator protetor.

A boa notícia é que o tratamento para neoplasias ginecológicas tem avançado muito, assim como em outros tumores. “Temos medicações mais eficazes, com menores efeitos colaterais. Na área de cirurgia, a laparoscópica é o tratamento padrão para esses tumores, garantindo melhores resultados, menor sangramento, menor taxa de transfusão, menor tempo de internação hospitalar, retorno às atividades cotidianas mais rápido, menos dor e resultados mais estéticos”, afirma Dr. Fábio Roberto Fin. Como mensagem final, ele faz o lembrete: “Não deixe sua saúde de lado, procure anualmente o ginecologista e regularmente realize os exames periódicos”.

 

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