Piraquara vai resgatar sua origem ferroviária com um centro de memória – associado

A história de Piraquara se confunde com a história da ferrovia no Paraná. Sua estação ferroviária, aberta em 1885      ( foto) , foi decisiva para que o núcleo urbano se consolida-se , onde hoje está o centro da cidade. Ontem ( 17/10/2017) , um grande passo foi dado em direção ao resgate desta importante história , para a cidade , região e para o Paraná, pois o  projeto elaborado pelo poder público municipal, que propõe um conjunto de medidas ligados a implementação efetiva de um centro histórico a partir do patrimônio ferroviário e seu entorno,  ganha forte  impulso,  através da parceria com o Centro de Memória Ferroviária da Lapa. A iniciativa da adesão à organização lapeana, que hoje lidera um movimento nacional ,  partiu da Secretária Municipal de Cultura Esporte e Lazer : Cristina Maria Rizzi Galerani, a partir de sua participação na Primeira Semana Paranaense da Memória Ferroviária, realizada na capital, ocorrida de 18 a 22 de setembro e  que teve a participação direta na organização e apoio de  inúmeras  entidades representativas, entre organizadoras e apoiadoras  tendo a frente O Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, A Biblioteca Pública do Paraná e o Centro de Memória Ferroviária da Lapa, apoiados pelo  IPHAN-PR, EXÉRCITO BRASILEIRO, FERROESTE, APFMF UNIFER-PR/SC., ABOTCC, ABPF-PR, SINDEGTUR-PR, MUSEU FERROVIÁRIO DE CURITIBA, CEB/PUC-PR, CENTRO DE LETRAS DO PARANÁ. SERRA VERDE EXPRESS E ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ENGENHEIROS ESCRITORES- REGIONAL PARANÁ , secretaria de Estado da Cultura e Prefeitura Municipal da Lapa., que tem dado suporte através do Prefeito Paulo Furitati, que é filho de ferroviário ( Sebastião Pires Furiatti , que denomina o Centro de Memória) e do Vice prefeito, Joacir Gonsalves, que também responde pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Turismo e Cultura, onde o Centro de Memória está vinculado. O evento que contou com a presença de entidades dos três estados do Sul, iniciou uma nova fase no modo do tratamento da memória ferroviária no pais, conforme as palavras do coordenador geral, Marcio Assad, que também é diretor de turismo da Lapa e coordenador do Centro de Memória Ferroviária: ” Vinte anos após a privatização das operações ferroviárias no Brasil, estamos juntando os fragmentos de uma belíssima história ( quase esquecida)  e montando um verdadeiro “quebra cabeças” cultural, que começa no Paraná, e está ganhando o Sul ; também  caminhando a largos passos  em direção a todo o território brasileiro”. Assad, que é pioneiro em turismo férreo no Brasil , revela que tem recebido consultas de inúmeros municípios e entidades  de todas a s regiões do Brasil e Cone Sul das Américas  a respeito deste nova postura, em relação a preservação da memória ferroviária,  encetada no evento paranaense, sobretudo, pelas propostas de implantação de trechos de passeios ferroviários, hoje, cada vez mais raros em todo o território nacional. ” A vocação de varias cidades para o turismo férreo é muito grande no Brasil.  Com os devidos estudos de caso, em relação a operação do transporte de carga, podemos por exemplo, no Paraná, entre trechos desativados e outros operacionais, com “janelas” de espaço de tempo entre a passagem das composições cargueiras; implantar trens turístico-culturais , ocasionais/comemorativos e até mesmo estabelecer linhas regulares, explica Assad, que enfatiza: ” Com toda a tecnologia que possuímos ao nosso dispor: conciliar os interesses das concessionárias em não para seus trens e o direito dos municípios em explorarem o turismo férreo é muito mais fácil, que na época do “pode manual” ( maneira de liberação de trecho), e também do tempo em que o telegrafo  seletivo ( aparelho telefônico rudimentar), eram os únicos meios de comunicação na operações ferroviárias. Assad finaliza, profetizando: ” Em pouco tempo,  a histórica e centenária  estrada de ferro Paranaguá – Curitiba, ficará exclusivamente para o turismo, uma nova e absolutamente moderna ferrovia de bitola larga, virá para substitui-la”. A  Secretária Municipal de Cultura Esporte e Lazer, Cristina Maria Rizzi Galerani, falou de sua alegria com a assinatura do protocolo de intenções e nos revela que o termo definitivo de cooperação técnica, para a efetivação da parceria , será assinado em breve pelo prefeito Marcus Tesserolli ,  que é um grande entusiasta da ferrovia, pois vem de origem familiar ferroviária. Piraquara agora já pode se considerar  integrante de um grande projeto nacional  no campo ferroviário, que somado aos que estamos propondo para o patrimônio histórico edificado, trará ao município um enorme salto em direção ao resgate histórico, mas além disso, inúmeras possibilidades , que vão do campo educacional ao desenvolvimento da indústria do turismo, completa a a secretária Cristina.