Câncer de pele é tumor maligno mais comum no Brasil

Doença atinge cerca de 180 mil pessoas por ano

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA, estima-se que o câncer de pele (melanoma e não melanoma), atingiu, aproximadamente, 180 mil pessoas em 2016. É o que mais acomete pacientes no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tipos de câncer registrados no país. “O câncer de pele é aquele que ocorre pela proliferação anormal de células da pele. É um tumor maligno que pode atingir toda a superfície do corpo do paciente. A doença é dividida em três tipos: carcinomas basocelular e espinocelular (ou escamocelular) e o melanoma, o mais agressivo de todos”, revela o oncologista clínico do Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba/Grupo Oncoclínicas, Roger Akira Shiomi.

Os sintomas variam conforme o tipo do câncer. “No carcinoma, é comum surgir uma elevação na pele com uma cor mais perolada e vasos sanguíneos ao seu redor. Também é possível observar, no subtipo escamoso, uma ferida que não cicatriza”, explica. Já no melanoma, devido a sua gravidade, é recomendada a avaliação do ABCDE do melanoma pelo oncologista, pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e pelas Sociedades de Oncologia. “O ABCDE ajuda a avaliar as características de risco, ou seja: A – a assimetria, que é quando se divide a imagem do tumor pela metade e um lado é diferente do outro; B – as bordas, ou seja, quando existe uma irregularidade e o tumor não é redondinho, simétrico; C – a coloração, que pode variar dentro de uma mesma lesão; D – as dimensões, sendo mais perigosas quanto maior forem as lesões; e o E – a evolução, ou seja, por exemplo, se a lesão passa de um tamanho e torna-se progressivamente maior”, observa.

O câncer também pode atingir a parte sob a unha. “Geralmente costumamos ver, abaixo da unha, o melanoma de extremidade. Os pacientes que tiverem alguma mancha mais escura que não esteja relacionada a um trauma, ou seja, uma batida de futebol, por exemplo, devem ser investigados”, salienta o Roger Shiomi.

O tratamento do melanoma depende do estágio da doença. Em casos iniciais, a cirurgia com ou sem radioterapia tem altas taxas de cura. “Já em casos mais avançados, quando a doença se espalha para algumas ínguas ou para outros órgãos, é possível se beneficiar da Imunoterapia, tratamento pelo qual o aumento da imunidade é quem mata o tumor, ou de terapias-alvo, que são direcionadas a um alvo específico do tumor”, afirma o oncologista.

Os carcinomas podem ser tratados com cirurgia, radioterapia ou terapias à base de congelação. “Em casos mais avançados, o paciente pode realizar quimioterapia ou as terapias-alvo”, comenta.

Previna-se
As medidas de prevenção mais importantes contra o câncer de pele são: evitar os raios solares e fazer uso do filtro solar de fator de proteção 30 e de barreiras físicas. “Deve-se evitar os horários de pico de sol, das 10h às 16h, utilizar chapéu e bonés, além dos óculos de sol, que também são importantes para evitar, inclusive, a catarata. No caso das roupas, recomenda-se usar aquelas feitas com algodão. Hoje já existem tecidos de roupas mais modernos que têm protetores solares inclusos”, aponta Shiomi.

Não são apenas as pessoas com pele mais brancas e mais idosas que estão propensas a ter câncer de pele. Qualquer um pode apresentar a doença. “Existe uma classificação entre os tipos de pele chamada de fototipos. Eles variam desde fototipos mais claros, mais propensos a desenvolver o câncer de pele, até aqueles com mais pigmentação, com maior proteção da pele e, portanto, menor tendência ao desenvolvimento desses tumores malignos. Mas isso não quer dizer que é inexistente! Então, mesmo as pessoas de raça negra devem utilizar protetor solar e todas as medidas físicas. Prevenir é melhor que remediar”, orienta o oncologista.

 

Sobre o IHOC
O Instituto de Hematologia e Oncologia Curitiba (IHOC), fundado em 2000, é um centro de tratamento médico multidisciplinar, com foco no tratamento de pacientes com tumores e doenças hematológicas. A estrutura é preparada para procedimentos de alta complexidade. Desde o início de 2017, se uniu ao Grupo Oncoclínicas. Mais informações sobre o instituto podem ser conferidas pela site www.ihoc.com.br.

Sobre o Grupo Oncoclínicas
O Grupo Oncoclínicas é o maior grupo de clínicas oncológicas da América Latina especializado em oncologia, radioterapia e hematologia. Foi fundado em Belo Horizonte, em 2010. A empresa possui mais de 43 unidades entre clínicas e parcerias com hospitais. O Grupo Oncoclínicas é uma empresa que cuida de vidas e cuja prioridade é oferecer aos pacientes os tratamentos mais avançados e o mais alto nível de conforto, segurança e conveniência.

A equipe médica do grupo é composta por mais de 400 médicos que são responsáveis por 15.000 ciclos de tratamento para o câncer por mês. O Grupo Oncoclínicas emprega 1.200 pessoas que trabalham em clínicas localizadas em dez estados do Brasil. Além disso, a empresa conta com parceria exclusiva no país com o Dana-Farber Cancer Institute, associado à Harvard Medical School. Para obter mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.