Número de novos microempreendedores individuais é recorde no país

Entre as 1.545.360 novas empresas instaladas no país entre janeiro e agosto de 2017, 78,5% (ou 1.213.229) erammicroempreendimentos individuais (MEIs).  Ambos os registros são os maiores já apurados pelo Indicador Serasa Experian de Nascimentos de Empresas para o período, além de 10,5% superior ao registrado entre janeiro e agosto do ano passado, quando 1.098.130 microempreendedores individuais surgiram, frente a um total de 1.379.988 novos negócios.

Em agosto/2017, quando surgiram 207.950 empresas, o número de novas MEIs bateu recorde, comparado com todos os meses de agosto desde 2010: foram 157.818 contra145.070 nascimentos registrados em agosto/2016, alta de 8,8%. Desde agosto de 2010 até agosto de 2016 a representatividade dos MEIs foi crescente e impulsionou o aumento geral no número de empresas no país. Em agosto de 2017, porém, nota-se uma variação para baixo de 4,13% na participação dos MEIs no total de novos negócios, em relação a agosto/2016. “A tendência é que, com a retomada da economia e o surgimento de novas vagas no mercado formal, o número de nascimentos de MEIs sofra um decréscimo”, diz o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Serasa, Victor Loyola.

Acompanhe a evolução:

Em agosto/2017, as Sociedades Limitadas registraram a criação de 17.337 unidades ou 8,3% do total de novos negócios; também surgiram 20.316 Empresas Individuais (9,8% do total). O nascimento de novas empresas de outras naturezas jurídicas representou 6,0% (12.479) de todos os novos empreendimentos nascidos em agosto.

Nascimentos de Empresas por Setor

 

No oitavo mês deste ano, o setor de serviços continuou liderando o ranking dos mais procurados por quem decidiu empreender: das 207.950 novas empresas surgidas em agosto/2017, 132.728 eram de serviços, o equivalente a 63,8% do total. Em seguida,58.135 empresas comerciais (28,0% do total) e, no setor industrial, foram abertas16.329 empresas (7,9% do total) no mês.

Observa-se nos últimos sete anos um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no país, passando de 52,7% (agosto de 2010) para 63,8% (agosto de 2017).

Por outro lado, a participação do setor comercial de empresas que surgem no país tem recuado (de 36,2%, em agosto/2010, para 28,0% em agosto/2017). Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

Nascimento de Empresas por Região e estado

O Sudeste segue liderando o ranking de nascimento de empresas, com 109.260 novos negócios abertos em agosto/2017 ou 52,5% do total.  A Região Sul ocupou a segunda posição, com 17,3% (35.924 empresas). O Nordeste ficou em terceiro lugar, com participação de 16,6% e 34.481 novas empresas. O Centro-Oeste registrou a abertura de 18.782 empresas e foi responsável por 9,0% de participação no total de nascimentos, seguido pela Região Norte, com 9.503 novas empresas ou 4,6% do total de empreendimentos inaugurados.

 

A região Centro-Oeste foi a que registrou maior alta no número de nascimentos (19,3%) na comparação entre agosto/2016 e agosto/2017. A região Norte teve crescimento de 17,1% no período, seguida pela região Sudeste, que apresentou elevação de 15,7%.  O Sul contabilizou a abertura de 14,3% a mais de novos empreendimentos na comparação entre agosto de 2016 e agosto de 2017 e, no Nordeste, o aumento representou 11,6%.

 

Ranking das variações acumuladas na comparação interanual entre agosto/2017 e agosto/2016, por Unidades da Federação.

Entre os estados, em agosto/2017, São Paulo foi responsável por 28,5% dos novos empreendimentos, totalizando 59.259. Em seguida, o estado com maior número de novas empresas foi o Rio de Janeiro, com 22.803 nascimentos, 11,0% do total.  A terceira posição no ranking nacional de nascimentos em agosto/2017 ficou com Minas Gerais, com 22.211 novos empreendimentos, 10,7% do total.

 

Participação de cada unidade da federação no volume de novos empreendimentos em agosto/2017

Metodologia do estudo sobre Nascimento de Empresas

Para o levantamento do Nascimento de Empresas foi considerada a quantidade mensal de novas empresas registradas nas juntas comerciais de todas as Unidades Federativas do Brasil bem como a apuração mensal dos CNPJs consultados pela primeira vez à base de dados da Serasa Experian.

 

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