Dia de comemorar a vida

Muitos abraços, emoção e troca de experiências. Para comemorar a vida, o Serviço de Transplante Hepático do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) realiza hoje, dia 7 de dezembro (quinta-feira), às 13h30, uma confraternização que vai reunir mais de 80 pacientes transplantados, familiares e a equipe médica.

Esse já é o sexto ano consecutivo que o evento é realizado. O transplante de órgãos significa muitas vezes o fim da angústia e a devolução da alegria a pacientes e seus familiares. “Nos reunirmos com nossos pacientes que já passaram há algum tempo ou que acabaram de passar pelo transplante é muito gratificante para todos nós do Hospital. Esse encontro não emociona somente eles, mas todos nós”, comenta o Diretor Executivo do HNSG, Flaviano Feu Ventorim.

Lançamento do vídeo Vida

Durante a confraternização, outro momento promete emocionar ainda mais a tarde. A expectativa é para o lançamento do vídeo “Vida”, que será exibido pela primeira vez. Trata-se de uma campanha de conscientização da importância da doação de órgãos, baseada na história real da ex-paciente transplantada de fígado do HNSG, Daphne Fleming, e sua cachorrinha da raça Golden Retriever, que se chama Vida. “Eu só soube de tudo que aconteceu comigo quando acordei. E foi quando ganhei a vida novamente, que a Vida chegou”, lembra a paciente Daphne.

O vídeo, gravado pela produtora Soft Cine, será publicado posteriormente nas redes sociais do Hospital para divulgar que a doação de órgãos pode salvar vidas, e ressaltar a importância de falar com a família sobre o tema.

De acordo com o cirurgião e chefe do serviço de transplante hepático do HNSG, Dr. Eduardo Ramos, o número baixo de doadores é fruto da falta de informação da população. “Quando há um paciente com morte cerebral na UTI, muitas vezes os familiares não fazem a doação dos órgãos por acreditarem que possa ter chance de recuperação, por questões religiosas, preconceito ou incerteza sobre a aprovação do paciente”, conta o médico. O especialista explica que quando acontece a morte cerebral, o paciente não tem chance de recuperação. “Informar a família sobre o desejo de doar os órgãos é a ação mais importante para quem quer ajudar quem precisa. Se a família souber da vontade do paciente há grande chance de aceitar a doação”, esclarece.

Transplantes no Paraná

De acordo com a Central de Transplantes do Estado, 210 transplantes de fígado foram realizados no Paraná até outubro deste ano – sendo 18, realizados pelo Serviço de Transplante Hepático do HNSG, que ultrapassou neste ano a marca de mais de 130 transplantes realizados no Hospital. “Os resultados demonstram uma sobrevida de 80% dos pacientes transplantados, um índice equiparado a padrões internacionais”, comemora o cirurgião geral do Graças, Dr. Eduardo Ramos.

De acordo com o cirurgião as principais causas para o transplante de fígado são a cirrose, complicações decorrentes de uso de álcool e doenças graves como hepatite C e B. A ordem da fila de espera é definida pela gravidade da doença – quanto mais grave, mais cedo o paciente deverá receber o órgão. “No caso do transplante hepático, os pacientes com hepatite fulminante têm prioridade”, explica o cirurgião.

Critérios para a doação

Os critérios para ser doador são: não apresentar doença maligna ou infecção generalizada, não ter doença transmissível ou ser usuário de drogas. Para que o procedimento seja realizado, doador e receptor devem ter o mesmo tipo sanguíneo e o tamanho do órgão deve ser compatível. O transplante pode ser realizado de duas formas: em intervivos, quando retira-se uma parcela do fígado de um doador vivo, ou cadavérico, quando o fígado vem inteiro de um doador com morte encefálica. “Normalmente preferimos o cadavérico, mas com a falta de órgão acabamos muitas vezes tendo que realizar o transplante com doadores vivos, e geralmente parentes”, destaca o chefe do Serviço de Transplante Hepático do HNSG, Júlio Coelho.  imprensa@hnsg.org.br