Tesouro precioso

Tesouro precioso

Paiva Netto

 

Nas vibrações do Natal de Jesus, não há melhor oportunidade para desejar-lhes um próspero Ano-Novo.

O Salvador dos Povos passou pela Terra e, para trazer-nos a libertação do Espírito, teve de pagar pesado tributo. Mas venceu, venceu e deixou o ensinamento de que, ao látego da dor, surge a Luz.

O sofrimento não abate a Alma do ser humano integrado Nele, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista. Pelo contrário, ergue o indivíduo ao seio compassivo do Seu Criador. Ali, a pessoa se aquece, pois encontra o Lume inapagável da Celeste Caridade. E conhece, enfim, a verdadeira realização espiritual e material.

E vê! Vê, ainda que esteja no plano das formas, além das estritas fronteiras do horizonte terrestre, que não mais pode amesquinhar suas visões do Mundo Infinito, em que impera a alegria inefável do Natal Permanente. E ela, a criatura, começa a distinguir de onde vem um poder que não se abastarda na promiscuidade dos lamaçais dos desvios humanos. E logo se vai libertando do mal.

 

É Natal!

Mais uma vez não morreu a Esperança, porquanto Jesus de novo nasce, como a ressuscitar, todos os dias, nos corações dos que O amam.

Salve, ontem, hoje e para sempre, o Teu Natal Permanente, Jesus!

 

Prece

E a Ele, Jesus, dirigimos esta súplica.

Glória Te damos, ó Sublime Redentor; porque, se ressuscitaste, como de fato ocorreu, O fizeste para que nos mantenhamos vivos no Teu Amor, na Tua Clemência, na Tua Compassividade, porém vivos, também, na Tua Justiça.

Cremos em Ti, e este é finalmente o verdadeiro tesouro que nos sustenta e nos acompanha pela Existência Eterna.

Sentimo-nos, sem vaidades, orgulhosos por ser Legionários de Deus, Cristãos do Teu Novo Mandamento da Religião Divina, mantenedores e voluntários da Boa Vontade, cantada pelos Anjos do Céu aos pastores do campo, quando surgiste entre nós, há mais de dois milênios (Evangelho, segundo Lucas, 2:14).

As lutas servem para em Ti nos fortalecer, ó Libertador Sagrado, que nos livras das injustiças do mundo.

Servir-Te, Jesus, leva ao entendimento da real destinação dos peregrinos das estradas da existência.

Se as pedras ferem os pés desnudos, o coração e a mente aprendem a perseverar na trilha que, com infalibilidade, conduz o que persiste redimido a beijar-Te as mãos e, como fizeste aos Teus Apóstolos, lavar-Te os pés; pois igualmente Tu, Razão de nossas vidas, caminhaste, descendo até nós, enquanto, por Teu Amor, por Tua Misericórdia, subimos ao Teu encontro.

Eis mais um ato da Tua Generosidade Infinita.

Contigo desejamos permanecer, laboriosos, visto que não aprovas a ociosidade, aguardando o toque da trombeta de Josafá, isto é, o sinal da transição dos tempos. Gratos, Senhor, pela Fé que diviniza e com a qual nos revestiste, de modo que não precisemos esperar a morte para mais claramente ver-Te e filialmente servir-Te.

Somos Teus tutelados! Por causa de Ti não somos mais órfãos.

Que mais poderíamos ambicionar, conquanto és o precioso tesouro, aquele que o ser humano instintivamente busca, muita vez sem ao menos saber, em toda essa grandeza, defini-lo sequer. O Amor Fraterno também é um nome Teu!

Glória a Ti, Jesus, ó Celeste Ressuscitado, que nos tiraste, pelo Teu Indescritível Sacrifício, da orfandade para os braços do Divino Pai. Guarda as nossas lágrimas no Teu relicário, Jesus!

Não mais vivemos perdidos nos chavascais da intolerância de todos os matizes. Aceita-nos, Senhor, como Teus humildes cireneus. Glória a Ti, portanto, Jesus, Bússola para a nossa acertada marcha. Dela, dessa Bússola que és Tu, jamais abriremos mão.

Salve o Teu Natal Permanente, admirável Taumaturgo!

Que assim seja!

“Glória a Deus nas Alturas, Paz na Terra aos homens [às mulheres, aos jovens, às crianças e às Almas Benditas, os Espíritos] da Boa Vontade de Deus!

Quem confia em Jesus não perde o seu tempo!, porque Ele é o grande Amigo que não abandona amigo no meio do caminho.

Quanto mais perto de Jesus, mais longe dos problemas!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com