ARTIGO | Ayrton Baptista | PRELIMINAR ELEITORAL JÁ CHEGA

PRELIMINAR ELEITORAL JÁ CHEGA

 

Ayrton Baptista

 

Como já é tempo de se especular sobre as eleições do ano que vem, é bom lembrar a queixa de quem acha que vota bem: o eleitor não sabe votar, o eleitor não tem memória. Assim tem sido, assim vai continuar. Não saber votar é o eleitor que não vota conforme nosso pensamento. Já sobre as eleições próximas, elas serão uma preliminar de 2018, quando teremos a oportunidade de eleger presidente, governador, senador, além da renovação de milhares de outros cargos de vereador a deputado federal. Na verdade, não se sabe o comportamento nem em 2016, quanto mais em 2018. O tempo terá que nos ajudar a lembrar de episódios importantes.

Sobretudo o tempo terá que nos ajudar orientando nosso procedimento eleitoral diante da pasmaceira da política brasileira, de momento e mais tempo ainda. Diante de problemas como “petrolão”, recordista de irregularidades e safadezas Brasil afora, é comum encontrar-se eleitor que afiança não ter mais o desejo de votar com seriedade, preferindo votar em branco, anular sua manifestação nas urnas ou, extrema vontade, a de não comparecer ao pleito.

É possível, entretanto, que  chegado o momento certo, outros episódios, melhores que os que estamos observando, leve o eleitor a reconsiderar seu posicionamento. Na verdade, teremos que superar nossas decepções e voltar ás urnas certos de que somente escolhendo os melhores é que teremos as condições de, se for o caso, manifestar nossas posições futuras.

Se entendermos realmente que 2016 é apenas uma preliminar de 2018, podemos ver que os candidatos ao governo do Estado continuam sendo os mesmos, com pequenas variações, mais de lugar do que de nomes. Alvaro Dias e Roberto Requião falam na presidência da Republica. O senador tucano, em vias de ingressar em outro partido, mantem esperanças face à sua atuação no Senado, de permanente oposição a Lula e Dilma, e a oportunidade de pleitear o posto diante do que se julga ser um deserto de nomes para o Planalto. Como já assinalamos em observações passadas, Roberto Requião ficará satisfeito se puder ir no encontro do eleitor para conquistar o que seria o seu quarto mandato como governador. Se voltar ao Palácio Iguaçu, Requião marca oposição invejável, aí podendo deixar uma extraordinária herança política para Requião Filho. Este entretanto, deputado de primeiro mandato, tem condições de disputar e bem a sucessão de Gustavo Fruet na Prefeitura de Curitiba. Gustavo, por sinal, é candidato à reeleição e se tudo correr como espera, estará de olho no Palácio Iguaçu, com pressa ou sem, mas firme na pretensão. Outros nomes já devem estar atuando a partir da capital, como Ratinho Júnior. Como sempre, alguns encaram a candidatura com seriedade, outros só desejam marcar presença, torcendo para que no futuro tenham uma chance mais efetiva.

Pensar já e 2016 e 2018 não é precipitação. Os políticos fazem assim. O eleitor, que não perde a memória, pode muito bem ir analisando nomes e atuações.

 

Ayrton Baptista, jornalista.

abnoticias@abcom.com.br

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