Frueet, o PT e Lula / Por Ayrton Baptista*

O fato de o PT se preparar para lançar candidato próprio à Prefeitura de Curitiba no próximo ano não invalida o apoio, até lá, do partido, segundo a vice-prefeita Mirian Gonçalves. Ela vai até o fim do mandato de Fruet. Ocorre, entretanto, que as eleições para a sucessão na Prefeitura serão anteriores, como é natural, à posse do mesmo, se reeleito, ou então de outro candidato. Gustavo Fruet pode não estar fazendo uma administração excepcional (quem está?), mas aqui e ali colhe manifestações de contentamento eleitoral e não tem como desistir da candidatura pela reeleição.

O prefeito não terá o apoio de Miriam Gonçalves, por certo, a não ser que ela deixe o PT ou que o ignore. Em principio, nada disso, pois o filiado a um partido, sobremodo exercendo cargo por eleição representando a agremiação em que milita, não permite um chega para lá. A não ser, claro, que todos façam vista grossa e fique o dito pelo não dito e passe a valer o “Deus nos acuda” e cada um por si.

Caminhando nesse sentido, não se deve estranhar. Com a salada de grêmios políticos que temos, com o PT se alinhando aos demais e deles não se diferenciando, tudo pode-se esperar. O diferencial trabalhista ficou para trás, muito para trás. Os anos 2000 acabaram com os sonhos mais puros do partido de Lula. E Lula, cá para nós, já não é mais o mesmo, dos sonhos dourados do sindicalismo capaz de esperar novo tempo na política brasileira.

Lula, por sinal, está em palpos de aranha. Pode não ser apanhado em Lava Jato ou outro formato de investigação. Afinal, por que não torcer por ele? Só que a coisa está ficando preta, sem qualquer manifestação racista. Seu filho agora deu para revelar a cópia na Internet para aumentar o receituário de participação em assessoria dele só. Seu amigo intimo José Carlos Bumlai está aqui perto entre a capital paranaense e a região metropolitana, preso, só dependendo de companheirismo que não comprometa mais ainda ou de amizade delatora. Aí vem o prestigiado senador Delcídio do Amaral e seu “gesto humanitário” para com Cerveró, bolando uma saída (sem trocadilho) e este se mandar para a Espanha. Bernardo, o filho de Cerveró, abortou tal manobra, onde, alias, é citado um dos homens mais rico do país, o banqueiro, jovem banqueiro, André Esteves, do Banco BTG Pactual, e seus particulares 13 bilhões de dólares, quase superando o antigo bom jogador Eike Batista dos bons tempos.

Ora, uma reunião em presídios de figuras de tamanho destaque, todos ligados de uma forma ou de outra ao ex-presidente Lula que poderia já fazer: levar Lula aos Estados, falar as mesmas coisas de alguns tempos próximos, e esperar que melhores dias ocorram. Se tem envolvimentos nada recomendáveis, poderá ser alcançado mais cedo ou mais tarde. Se não, não sabe cercar-se de amigos. E nem de companheiros.

 

Ayrton Baptista, jornalista.

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