Fim do boleto sem registro trará mais despesas para o e-commerce

No próximo dia 24 de março não será mais permitida a emissão do boleto bancário sem registro. Com a mudança, somente boletos registrados serão aceitos e lojistas deverão enviar um arquivo gerado no momento da emissão do boleto para a instituição bancária. O banco receberá todas as informações que no boleto simples seriam facultativas, como a identificação do devedor, CPF ou CNPJ, além do valor da cobrança e do prazo limite para pagamento.

A decisão do Banco Central e da Federação Brasileira de Bancos (Fenabran) impacta diretamente os lojistas e-commerce.  Se o modelo garante mais segurança, também traz um custo maior para os empresários, já que acarreta custos operacionais para o banco e, consequentemente, a cobrança de taxas para a empresa destinatária do pagamento. De acordo com Reginaldo Stocco, cofundador da VHSYS, startup que fornece solução tecnológica para gestão empresarial, uma das soluções para reduzir o custo dos lojistas é abandonar a emissão de boletos diretamente com os bancos e utilizar gateways de pagamento – plataformas que auxiliam a operação de pagamentos on-line, facilitando a transmissão dos dados do cliente entre a empresa contratada e as instituições bancárias que irão processar a transação. Resumindo, o gateway simplifica a transferência de dados entre o e-commerce e a empresa que compensa o pagamento.

“Na plataforma de gateway de pagamento, o lojista tem vantagens importantes para o negócio, como emissão de boletos mais baratos, sem necessidade de enviar arquivos para os bancos, além da oportunidade de aceitar cartões emitidos no exterior, prevenção de fraudes, relatórios, checkout transparente e integração do sistema com ferramentas de gestão, o que também facilita a emissão de notas fiscais, contabilidade, entre diversas outras burocracias”, explica.

De acordo com Stocco, o gateway pode ser a melhor forma de diminuir o tempo da operação do pagamento, isso porque o sistema faz a conexão do e-commerce com os bancos e operadoras, que se adaptam aos processos de cobrança e checkout e facilita de forma significativa o sistema da loja online.

“Qualquer diminuição de custo para uma loja online é sempre bem-vinda, já que poupa um pouco as despesas do caixa do negócio. O gateway de pagamento também possibilita o acesso a melhores taxas, já que por conta do volume e negociação com operadoras e bandeiras, a taxa de administração é inferior aos facilitadores”, esclarece.

Como funciona?

Quando um cliente envia informações do boleto ou do cartão de crédito, a informação é codificada e transmitida por meio do gateway de pagamento. A interface envia as informações para o banco do cliente, confirmando se o boleto ou cartão são válidos e se existem fundos suficientes disponíveis ou de crédito para que se processe o pagamento, enviando a aprovação caso tudo esteja correto. Esta informação é armazenada, permitindo que o comerciante apresente uma listagem de todas as transações realizadas a seu banco, para posteriormente receber os fundos.

Atualmente diversas empresas atuam com esse tipo de pagamento, como Pagseguro, Boleto Fácil e MercadoPago, por exemplo.

SOBRE A VHSYS

A VHSYS é uma startup paranaense que fornece um sistema online de gestão empresarial descomplicada para micro, pequenos e médios empresários. A VHYS também tem integrações que facilitam a funcionalidade para emissão de boletos por meio do Boleto Fácil (clique aqui). O sistema conta com módulos para emissão de nota fiscal, controle financeiro, vendas, estoque, além de ter desenvolvido uma loja de aplicativos exclusivos para o software, ampliando suas funcionalidades para o cliente final. A empresa foi criada e é dirigida por Reginaldo Stocco e Luan Stocco em 2011 e recebeu aporte em 2017. Com mais de 100 mil pessoas que já utilizaram o sistema, a startup está localizada em São José dos Pinhas, região metropolitana de Curitiba. Mais informações no site https://vhsys.com.br/.

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