Migrantes, refugiados e comunidades em crises estão entre as populações mais vulneráveis à tuberculose

O aumento no processo migratório que vem ocorrendo em algumas regiões do mundo está contribuindo para o surgimento de epidemias de tuberculose, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O Relatório Mundial sobre Tuberculose 2017 aponta para o surgimento de 28 mil novos casos por dia e 4,5 mil mortes relacionadas à doença diariamente. A estimativa é de que 40% dos novos casos da doença passem despercebidos.

Em relatório divulgado no final de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para os mais de 1,6 milhão de pessoas que perderam a vida para a doença no ano passado. O Brasil está entre os seis países com altos números de casos de tuberculose e HIV ao lado do Congo, Gana, Guiné-Bissau, Indonésia e Libéria.

O pneumologista Irinei Melek, do Hospital Angelina Caron, explica que as condições precárias de moradia e de trabalho, má alimentação e falta de acesso aos cuidados básicos de saúde contribuem para o aumento das chances de contrair a doença. “O deslocamento de pessoas internamente e os países em crise acabam contribuindo para o surgimento de epidemias da doença. Por isso a inclusão dos migrantes é fundamental para a erradicação da doença. O objetivo do plano global das Nações Unidas é extinguir a doença até 2020.”

A transmissão da tuberculose é direta (de pessoa a pessoa) e por isso, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. Fatores como má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo ou imunidade reduzida também favorecem a infecção.

O diagnóstico e o tratamento no Hospital Angelina Caron pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são gratuitos. Desde 2003, a tuberculose é prioridade na agenda do Ministério da Saúde. A OIM oferece programas de prevenção, diagnóstico e tratamento em todo o mundo.

Melek cita a importância da descoberta precoce da doença. “A tuberculose é o mal infeccioso que mais mata no mundo e o Brasil está entre os países que mais registram novos casos. A bactéria pode se mostrar resistente a alguns antibióticos e a demora na identificação pode significar o agravamento da doença. Há casos que o tratamento pode durar até dois anos. A recuperação plena do paciente depende do estágio da infecção e da adesão adequada ao tratamento”, reforça.

Sobre o Hospital Angelina Caron

O Hospital Angelina Caron está localizado na cidade de Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba (PR). De caráter eminentemente social, o local é um centro médico-hospitalar de referência no Sul do País e um dos maiores parceiros do Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Realiza, anualmente, 420 mil procedimentos em pacientes de todo o país. Atua em todas as vertentes da medicina e é um centro tradicional de fomento ao ensino e à pesquisa. O setor de transplantes é um dos mais destacados, reconhecido internacionalmente, com cerca de 303 procedimentos por ano nas áreas hepática, renal, reno-pancreática, cardíaca e de tecidos corneanos.

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