Economia em supermercado pode chegar a R$ 1.096,56 em Curitiba, aponta pesquisa da PROTESTE

O consumidor que souber pesquisar pode economizar até R$ 1.096,56 no ano, em Curitiba apontou o 11º levantamento anual de preços dos supermercados brasileiros realizado pela PROTESTE Associação de Consumidores.

Essa economia anual para uma cesta de 104 produtos, de marcas líderes, ocorre se a opção for pelo estabelecimento mais barato do levantamento (Makro da Av. Presidente Wenceslau Brás, 1046,), em comparação ao local em que foram encontrados os preços mais altos da capital (Cabral, da Av. Florianópolis, 1257).

Neste período de inflação elevada, a pesquisa de preços pode fazer toda a diferença para  a compra pesar menos no orçamento. A PROTESTE foi a 1.258 estabelecimentos, de 20 cidades brasileiras em 13 estados e mais o Distrito Federal, para levantar  a situação. As redes de lojas de atacado foram as que ofereceram preços mais em conta.

A PROTESTE está lançando a campanha nacional “Desconto no Caixa” para sensibilizar os supermercados e hipermercados do País a oferecer promoções especiais em uma cesta de compras. Todos os consumidores podem participar, se cadastrando no site da mobilização, até o próximo dia 15 de outubro, pelo site:www.descontonocaixa.com.br.
Há no site, também,  uma área destinada aos varejistas para entrarem em contato com a PROTESTE, a fim de oferecer seus descontos. Qualquer rede pode participar, e quanto mais pessoas se inscreverem na campanha, mais será fortalecida a luta por um desconto em itens importantes para a despensa dos brasileiros.

Vantagem do atacado
O levantamento constatou que a rede Atacadão se destaca como a mais barata na maioria das cidades em que  está presente, tanto  para a Cesta 1, a mais completa e de produtos de marcas líderes, quanto para a Cesta 2.
Os preços médios das cestas nos últimos cinco anos chegaram a variar 52% em Pernambuco, 51%, no Ceará e na Paraíba, 50% no Rio Grande do Norte e 42% no Rio de Janeiro, no caso da completa, com 104 itens de produtos de marcas líderes.

Florianópolis foi a vilã de preços médios entre as 20 cidades pesquisadas. A compra de supermercado catarinense, tanto para quem não abre mão de produtos de marcas líderes de venda, quanto para a cesta com produtos mais baratos sai 11% mais cara que no Espírito Santo, onde foi encontrado o menor preço médio para a cesta de 104 itens.

Em média, o consumidor de Curitiba gastou R$ 437,26 e o de Santa Catarina desembolsou R$ 470,84 na compra dos 104 produtos da cesta composta de produtos de marcas líderes. No Espírito Santo, onde foi encontrado o preço mais baixo, o consumidor precisou de R$ 425,23 para adquirir esta mesma cesta.

Em Curitiba, a cesta encareceu 11%. No Distrito Federal, a cesta completa ficou 21% mais cara do que em 2014. Já São Paulo foi o estado em que a cesta de produtos sem marca  teve a maior variação em relação ao ano passado (16%).

Para escolher o estabelecimento que ofereça melhores preços, conforme o perfil de consumo, há um simulador no site da PROTESTE: www.proteste.org.br. Ele indica as lojas mais baratas por região, rede e tipo de estabelecimento e ajuda a ser informar antes de sair para a compra.

Pesquisar antes de fazer a compra do mês é fundamental. A variação de preços de uma cidade, dependendo do ponto de venda, pode ser muito grande, até em supermercados de uma mesma rede. Por isso, às vezes, vale a pena atravessar a rua e conferir o preço em outro local antes de fazer as compras.

No caso de Curitiba, por exemplo, foi constatado que a compra sai 10% mais barata no Mercadorama da Av. República Argentina, 4917, em relação ao Kusma & Cia, situado na mesma avenida, nº 5489.

As diferenças de preços para os mesmos produtos são grandes. Em Curitiba, foi constatada diferença de 137% para o pacote de um quilo de sal grosso. Foi encontrado por R$ 1,82 em um local, e por R$ 4,32 noutro mercado. E o pacote de Bombril, de oito unidades, custava R$ 1,29 num local e R$ 2,65 noutro mercado, uma diferença de 105%.

Na comparação
entre as lojas mais baratas para a Cesta 1, com produtos de marcas líderes,
das 20 cidades pesquisadas, constataram-se as melhores ofertas de preços em:
·  Belo Horizonte – 
Rede Makro. Mas a loja mais barata foi o Apoio Mineiro da Av. Silva Lobo,
900;
·  Brasília – 
Rede Makro. Loja mais barata foi a do Makro, situada no SAI Trecho 7;
·  Campinas – 
Rede Atacadão. Loja da Rodovia Dom Pedro I, 900, Km 139;
·  Curitiba – Rede Big.
Mas a loja mais barata foi a do Makro da Av. Presidente Wenceslau Brás,
1.046;
·  Florianópolis –  Rede
Fluminense. Mas a loja mais barata foi a Fort, situada na Rodovia José
C. Daux 401, Km 10, rodovia SC;
·  Fortaleza – Rede
Maxxi. E a loja mais em conta foi a situada na Av. Osório de Paiva, 2.250;
·  Goiânia – Rede
Walmart. Mas a loja mais em conta foi a do Bretas situado na Av.
Anhanguera, 14.404;
·  Guarulhos – 
Redes Atacadão e Makro. Mas a loja mais barata foi o Atacadão da Av.
Otávio Braga de Mesquita, 3.116;
·  Jaboatão dos
Guararapes
 –  Rede Atacadão. Loja da Av. General Barreto de Menezes,
958;
·  João Pessoa – Rede
Atacadão. Loja da Rua Doutor Manoel Lopes de Carvalho, s/nº
·  Natal –  Rede
Atacadão. Loja  da Av. Dão Silveira, 7.796;
·  Niterói – Rede Guanabara.
Loja da Rua Marechal Deodoro, 360;
·  Olinda – 
Rede Atacadão. Loja da Av. Pan Nordestina, 778;
·  Porto Alegre – Rede Big.
Loja da Av. Diário de Notícias, 500;
·  Recife – Rede
Makro. Loja da Av. Recife, 5.005;
·  Rio de Janeiro – 
Rede Atacadão. Mas a loja mais barata foi o Assai da Rua Francisco Real,
2.050;
·  Salvador – Rede Todo
Dia. Loja da Rua São Caetano, 457;
·  São Paulo – Rede
Atacadão. Loja da Av. Doutor Custódio de Lima, 297;
·  Vila Velha – 
Rede Carone. Loja da Av. Champagnat, 946;
·  Vitória –  Redes
Makro e Carone – Loja mais barata foi a do Epa da Rua Thiers Velloso,
50.
Cidade
Economia Anual
Cesta 1
Economia Anual
Cesta 2
São Paulo
R$ 1.703,93
R$ 1.890,91
Rio de Janeiro
R$ 2.119,43
R$ 2.118,54
Salvador
R$ 1.573,91
R$ 2.235,43
Brasília
R$ 974,21
R$ 1.486,52
Fortaleza
R$ 860,84
R$ 1.032,65
Belo Horizonte
R$ 1.007,53
R$ 1.202,70
Curitiba
R$ 1096,56
R$ 967,37
Recife
R$ 670,69
R$ 612,18
Porto Alegre
R$ 884,36
R$ 842,52
Goiânia
R$ 924,66
R$ 1.162,62
Guarulhos
R$ 765,54
R$ 767,86
Campinas
R$ 1.447,76
R$ 1.384,00
Natal
R$ 776,60
R$ 935,89
João Pessoa
R$ 943,10
R$ 1012,50
Jaboatão dos Guararapes
R$ 295,24
R$ 597,42
Niterói
R$ 964,00
R$ 1.201,96
Vila Velha
R$ 703,60
R$ 1.178,09
Florianópolis
R$ 1.747,27
R$ 2.198,59
Olinda
R$ 968,10
R$ 134,56
Vitória
R$ 975,30
R$ 762,89

Metodologia

Foram simuladas duas cestas de compras, que equivalem a dois perfis de
consumidor: uma com produtos de marca, outra sem marca (sem carne, frutas e
legumes), com menores preços. Os pesquisadores agiram como consumidores à
procura do menor preço, evitando os dias de promoções de alguns setores. O
objetivo da PROTESTE é ajudar a economizar, pois o brasileiro gasta um terço
do orçamento doméstico nas compras em supermercados.

Foram comparados os pontos de venda visitados para apontar o supermercado
mais barato. E, tomando esse local por base, a indicação de quanto os demais
são mais caros. A lista não traz os preços por produtos. Em vez de
simplesmente citar preços, as tabelas mostram a comparação entre os
estabelecimentos visitados: o ponto de venda mais barato recebe o índice 100;
os demais, o índice proporcional ao custo de suas respectivas cestas. Com
essa metodologia, foi possível ainda comparar as redes de supermercados,
hipermercados, hard discount e lojas de conveniência.

Para calcular o custo de cada cesta, foi feita uma ponderação, levando em
conta o peso de cada produto nos hábitos de consumo do brasileiro. Isso
porque os produtos têm importâncias diferentes de consumo. As lojas mais bem
classificadas são as que vendem mais barato os produtos mais consumidos.

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