Oftalmologistas esclarecem ​​mitos e verdades sobre a conjuntivite

A inflamação da membrana conjuntiva conhecida como conjuntivite é uma doença bastante comum, mas sobre a qual ainda existem muitos mitos. Embora muitas pessoas pensem que elas são mais comuns no verão, na verdade apenas 20% das conjuntivites acontecem nesta estação do ano.

O que acontece, de acordo com o oftalmologista Luiz Fernando Fajardo, do Instituto de Oftalmologia de Curitiba (IOC), é que no verão existe uma maior disseminação da doença. “As pessoas estão mais ao ar livre, mais em contato com as outras, além da possibilidade de mergulharem no mar e EM piscinas contaminadas, que são importantes veículos de transmissão”, explica o médico.

No verão, a conjuntivite viral é mais comum, pois o calor e a umidade favorecem a disseminação do vírus, podendo causar epidemia, principalmente em locais de grande aglomeração.

 

Como evitar a conjuntivite?

De acordo com o oftalmologista, existem algumas formas de evitar a doença:

– Lavar as mãos antes e depois de ter contato com os olhos;

– Não abrir os olhos embaixo da água;

– Utilizar óculos de mergulho;

– Restringir o uso de toalhas e fronhas

– Evitar contato direto com pessoas infectadas.

Essas recomendações valem principalmente para o verão, mas também são bastante úteis para outras estações do ano e para ambientes fechados e compartilhados.

 

Tratamentos para a conjuntivite

A inflamação da conjuntiva é o que se chama de uma doença “autolimitada”, ou seja, na grande maioria das vezes, se resolve sem qualquer tipo de tratamento. Porém a visita a um oftalmologista é importante para fazer a diferenciação entre a forma bacteriana e a viral, assim como o médico pode eventualmente comunicar os órgãos sanitários no caso de um surto da doença.

Para aliviar os sintomas, o dr. Luiz Fernando Fajardo, do IOC sugere compressas frias e lavar as pálpebras com água filtrada, que geralmente são medidas suficientes para diminuir o desconforto. “Se persistirem, no segundo dia, orienta-se a procura de um oftalmologista para prescrição de colírios lubrificantes, antibióticos ou anti-inflamatórios, dependendo do caso”, orienta.

O médico não recomenda o uso de colírios sem prescrição médica. Segundo ele, também não se deve utilizar água boricada ou outras substâncias popularmente conhecidas para o tratamento da conjuntivite, como chás, leite materno ou esfregar alianças nos olhos. Alguns casos menos frequentes de conjuntivite podem comprometer a córnea, causando uma certatoconjuntivite que dependendo da gravidade pode comprometer definitivamente a qualidade da visão.  “Se não for tratada adequadamente, pode se complicar e atingir córnea, como ceratites ou úlceras, lesão das glândulas lacrimais, uma das causas de olho seco crônico, entre outras complicações”, completa o médico.

 

Serviço:

Instituto de Oftalmologista de Curitiba – IOC

www.ioc.med.br | Telefone: 41 3322.2020

Av. Getúlio Vargas, 1500 – Curitiba, Paraná

Em frente à Praça do Atlético, com estacionamento próprio: Av. Getúlio Vargas, 1493

(lucianebelin@gmail.com)

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