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Estudo mostra que a combinação entre conflitos e mudanças climáticas custa caro

drought-1345678_1920Um novo relatório modelou, pela primeira vez, o impacto econômico das mudanças climáticas junto com os riscos de conflito.  Produzido pelo Centro de Estudos Estratégicos de Haia (HCSS) e o Instituto Clingendael de Relações Internacionais,  A Economia da Segurança Planetária: As Alterações Climáticas como Fator de Conflito Econômico traz uma abordagem inovadora ao incluir os riscos de segurança relacionados com a transição para uma economia de baixo carbono, um tema de crescente preocupação para os investidores financeiros e analistas de conflito, de acordo com Louise van Schaik do Instituto Clingendael, co-autora do relatório e Gerente de Projeto da Iniciativa de Segurança Planetária.

Michel Rademaker, Diretor Adjunto do HCSS, explica que o projeto avaliou a Vulnerabilidade a Conflitos, a Vulnerabilidade a Alterações Climáticas, os Riscos do Baixo Carbono e a Resiliência Econômica para produzir um indicador de resiliência agregado. Além do relatório, há uma plataforma online de monitoramento que, em última análise, mostra como a resiliência para tais vulnerabilidades poderia ser reforçada. Com esta iniciativa, as instituições procuraram descobrir o que é que torna alguns países resistentes e perguntar se podemos introduzir esses fatores em outros países para ajudar a proteger as pessoas dos impactos cada vez piores.

O monitor vai além de listar as economias mais vulneráveis e mais resilientes. Por exemplo, os países altamente dependentes de indústrias intensivas em carbono têm resultados fracos no indicador de baixo risco de carbono: Austrália, Rússia e Irã estão entre os mais vulneráveis neste quesito. Por outro lado, apesar dos outros desafios que enfrenta, Ruanda é resiliente aos desafios ambientais, enquanto a Somália não é.

O projeto acompanhará o desempenho ao longo do tempo e será expandido para incluir mais indicadores e com maior sofisticação, procurando mostrar que os países podem ser vulneráveis à mudança climática em uma variedade de maneiras que vão além do custo incapacitante de desastres naturais induzidos pelo aquecimento global.

Em resumo, o relatório mostra que os países mais vulneráveis estão no Oriente Médio e no Norte da África, o que o relatório atribui ao papel gigantesco desempenhado pelo conflito na condução da vulnerabilidade. Por consequência, ele faz um apelo para que esforços de pacificação sejam rapidamente seguidos por planos para a diversificação econômica dos países para indústrias de baixo carbono que, por sua vez, podem impulsionar o desenvolvimento.

A Economia da Segurança Planetária: As Alterações Climáticas como Fator de Conflito Econômico foi como um insumo para os debates que ocorrerão na conferência da Iniciativa de Segurança Planetária, que contece em Haia, nos Países Baixos, nos dias 5 e 6 de Dezembro, com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos.

Países com menor resiliência econômica:

Rank Country Score
1 North Korea 0.952
2 Somalia 0.941
3 Sudan 0.866
4 Cuba 0.83
5 Guinea-Bissau 0.822
6 Afghanistan 0.818
7 Lao 0.814
8 Mozambique 0.811
9 Central African Republic 0.788
10 Zimbabwe 0.781


Países com maior resiliência econômica: 

Rank Country Score
1 Luxembourg 0.094
2 Macao 0.127
3 Switzerland 0.138
4 Norway 0.142
5 Estonia 0.145
6 Hong Kong 0.160
7 Sweden 0.161
8 United Arab Emirates 0.164
9 Saudi Arabia 0.170
10 Australia 0.174

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O relatório pode ser consultado online: https://www.clingendael.nl/pub/2016/economics_of_planetary_security/
And the Monitor can be found here : http://dwh.hcss.nl/apps/planetarysecurity/

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